Lugo rejeita denúncia de mulher que o acusa de estupro

Assunção, 23 jun (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, rejeitou hoje uma denúncia de suposto estupro formulada contra ele por Benigna Leguizamón, a mulher que o processa pela suposta paternidade de um de seus filhos.

EFE |

Desta forma, Lugo desmente as declarações feitas ontem por Leguizamón na cidade paraguaia de Ciudad del Este, onde reside, e reiteradas hoje à imprensa local, nas quais assegura que a primeira suposta relação sexual com o presidente, que então era bispo, foi contra sua vontade.

"Acho que faz parte do segundo capítulo, vamos ver se vem o terceiro capítulo", ironizou o chefe de Estado durante sua entrevista coletiva semanal, no que Leguizamón respondeu: "Se continuarem me pressionando, vou contar tudo o que sei".

Leguizamón, de 27 anos, garante que Lugo é o pai do segundo de seus quatro filhos, fruto de uma relação que começou, segundo ela, "praticamente com uma violação".

"Eu me neguei e ele me forçou. Não disse nenhuma palavra e fui para minha casa. Após dois ou três dias, eu disse a ele que iria denunciá-lo, e me pediu: 'Não denuncie, por favor, eu estou consciente do que fiz'", relatou Leguizamón a jornalistas.

No entanto, a mulher, que então tinha 17 anos e trabalhava como empregada no bispado de San Pedro, onde Lugo foi titular durante pouco mais de uma década, reconheceu que a relação entre ambos prosseguiu depois de comum acordo.

Em abril, Leguizamón denunciou Lugo à Justiça paraguaia para exigir que o presidente reconheça o suposto filho e que passe por um teste de DNA.

A denúncia de Leguizamón é o segundo escândalo que envolve Lugo.

Também em abril, o chefe de Estado reconheceu que teve Guillermo Armindo, de dois anos, com Viviana Carrillo.

O menino nasceu cinco meses após sua renúncia ao clero para se dedicar à política.

Uma terceira mulher, Hortênsia Morán Amarillo, de 39 anos, também sustenta que Lugo é pai de seu filho Juan Pablo, de um ano, mas assegurou que não pretende apresentar nenhum processo contra o governante. EFE rg/bba

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