Lugo está aberto ao Mercosul, mas exige maior simetria entre integrantes

SANTIAGO DO CHILE - O candidato presidencial do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, afirmou que um eventual governo da Aliança Patriótica para a Mudança (APM) estará aberto ao Mercosul, a uma integração com mais eqüidade social, com mais simetria.

Ansa |

"Nos uniremos com alegria aos governos progressistas da América Latina. Iremos visitar Argentina, Brasil. Estivemos no Uruguai. Temos muito a aprender com a Bolívia. É um país que vem traçando um caminho novo de maneira criativa", assinalou em declarações publicadas hoje na revista chilena Punto Final.

Para Lugo, que está na frente nas pesquisas de intenção de votos (o que acabaria com 60 anos de domínio político do Partido Colorado), o seu principal adversário nas eleições de 20 de abril não são os opositores, mas sim "uma estrutura eleitoral fraudulenta, muito aperfeiçoada".

Apesar de reconhecer a dificuldade, ele se mostra convencido de que poderá ser eleito "porque a fiscalização e a maioria do povo paraguaio irão garantir isso". Lugo explicou que a APM reúne nove partidos políticos e 20 movimentos sociais, de camponeses, sindicais, de bairros, de mulheres, com diferentes tendências ideológicas.

"O Paraguai é a nossa garantia de unidade", assegurou, e o seu principal objetivo é favorecer os mais pobres, "em primeiro lugar, os indígenas, os sem terra, os sem teto, os sem educação, os sem saúde".

Por isso, esclareceu, que essa eleição não irá apenas trocar o presidente, mas também "criar um Paraguai diferente", e mencionou os seis objetivos do seu programa, que possuem a mesma importância: reforma agrária, reativação econômica, a recuperação da institucionalidade, a Justiça independente, o plano de emergência nacional e a recuperação da soberania energética.

Sobre essa última questão, destacou que "o Paraguai exigirá a renegociação" dos tratados de Itaipu e Yacyretá, "para dispor livremente dos nossos excedentes hidroelétricos e receber um justo preço por eles".

O candidato precisou que exigirá "acesso técnico, sem custo adicional, da totalidade de energia correspondentes a de Itaipu e Yacyretá, e a eliminação de todas as dívidas espúrias".

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