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Lugo completa tsunami vermelho na América do Sul, diz jornal

Um tsunami vermelho invade a América do Sul, sugere uma coluna publicada nesta terça-feira no jornal britânico The Daily Telegraph, ao afirmar que a vitória de Fernando Lugo para Presidência do Paraguai completa o triunfo da esquerda radical na região. É verdade que alguns líderes da América do Sul são mais radicais que outros.

BBC Brasil |

Venezuela, Bolívia e Equador fecharam seus parlamentos e recriaram suas repúblicas. Argentina, Uruguai e Brasil aderiram ao socialismo mais tradicional", diz o texto, assinado pelo jornalista do Telegraph Daniel Hannan.

O artigo afirma que, apesar das diferenças, os líderes de esquerda mais moderados são muito parecidos com os extremistas. Segundo o diário britânico, "eles são populistas, usam projetos públicos para conquistar apoio. São nacionalistas, comprando brigas com os Estados Unidos, Banco Mundial. Eles são, se não anti-democráticos, pelo menos anti-parlamentares (...) podemos chamá-los de Bonapartistas".

O texto afirma ainda que Fernando Lugo se encaixa neste perfil, citando as habilidades do presidente eleito em fazer discursos em espanhol e guarani e criticar Wahsington por apoiar ditadores. Além disso, o jornal cita ainda a tática política de combater o nacionalismo brasileiro, "apesar da semelhança ideológica com o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva".

Descontentamento

De acordo com o artigo, os eleitores da região aproveitam as eleições para registrar o descontentamento com a classe governante. " E que jeito melhor de fazer isso do que escolher os candidatos mais temidos pela elite? Na Bolívia, foi Evo Morales, popular entre os cultivadores de coca. Na Venezuela, foi Hugo Chávez. No Paraguai, o Bispo Vermelho", sugere o Telegraph.

O texto afirma ainda que nenhum destes políticos fez muito pelos pobres e que a escolha dos candidatos seria um sintoma mais de desespero do que de esperança.

O artigo compara a situação da esquerda com a popularidade do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe - "o líder mais popular da região, com 80% de aprovação", segundo o texto.

Segundo o diário britânico, ele teria sido o "único líder da região a tentar reduzir o papel do Estado e suas oportunidades de nepotismo".


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