Lugo aceita fazer exame de DNA em processo de paternidade

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, expressou nesta segunda-feira perante a Justiça sua disposição de se submeter a um exame de DNA. A exigência foi feita por uma mulher que afirma ter tido um filho com o atual governante quando ele ainda era bispo.

Redação com EFE |

O advogado de Lugo, Marcos Fariña, disse que o presidente expressou a intenção de se submeter ao procedimento no Juizado da Infância e da Adolescência de Ciudad del Este, a 330 quilômetros de Assunção.

Nessa Corte, Benigna Leguizamón, de 27 anos, apresentou uma ação em 22 de abril na qual pede que o chefe de Estado reconheça a paternidade do filho que ambos teriam concebido juntos.

Fariña informou que Lugo negou, no comunicado, ter mantido relações com a mulher, e destacou que pediu que o exame de DNA fosse realizado no país. Leguizamón havia solicitado que uma das amostras de DNA fosse analisada em um laboratório estrangeiro.

Ela assegura que o segundo de seus quatro filhos, Lucas Fernando, de seis anos, o qual foi concebido em San Pedro (centro), a região mais pobre do país e onde o então chefe de Estado foi bispo por pouco mais de uma década, é fruto de uma relação com Lugo.

O caso de Leguizamón se soma ao reconhecimento legal realizado em 13 de abril pelo presidente do filho que teve com Viviana Carrillo. Guillermo Armindo nasceu em 4 de maio de 2007, cinco meses após Lugo ter renunciado ao estado clerical, em 21 de dezembro de 2006, para apostar na carreira política.

Além disso, uma terceira mulher, Hortensia Morán Amarilla, de 39 anos, disse, em 22 de abril, que concebeu uma criança com o presidente, Juan Pablo, de um ano de idade. No entanto, ela afirmou que não pretende levar Lugo à Justiça.


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