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Louisiana continua em estado de emergência por causa de estragos de Gustav

Jorge A. Bañales.

EFE |

Nova Orleans (EUA.), 2 set (EFE).- A cidade de Nova Orleans e o sul da Louisiana continuam hoje em estado de emergência nos Estados Unidos por causa da ação do furacão "Gustav", mas com certo alívio após se comprovar que os danos foram menores que o temido.

Os diques de Nova Orleans agüentaram a força dos ventos e das ressacas graças ao fato de "Gustav" ter seguido uma trajetória diferente do "Katrina" e pela melhora da infra-estrutura da cidade.

Centenas de funcionários de companhias elétricas da Louisiana e dos estados limítrofes foram para as ruas com o intuito de consertarem o mais rápido possível as linhas caídas que deixaram mais de um milhão e meio de pessoas sem eletricidade.

Tanto o governador da Louisiana, Bobby Jindal, como o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, afirmaram que o perigo não passou e recomendaram que as pessoas evacuadas não retornem até a próxima quinta, pelo menos.

Jindal comentou também a situação de pessoas com doenças graves em várias hospitais do sul da Louisiana que enfrentam problemas com os geradores de eletricidade, o que faz com que as autoridades possam ter que evacuar centenas de doentes.

A falta de fornecimento de gasolina pode ser outro grave problema, afirma o governador, pois as refinarias que ficam no estado dispõem de combustível para três dias, por isto ele solicitou ao Departamento de Energia dos EUA que forneça parte da reserva de petróleo do país.

As plataformas de extração de petróleo e gás natural do Golfo do México e as refinarias de toda a região não foram muito danificadas, o que fez com que o preço do petróleo tenha caído hoje em todos os mercados.

Sobre os danos mais significativos, Jindal citou os municípios de Terrebonne, Lafourche e St. Mary, que receberam o impacto direto do furacão "Gustav".

Para os dois milhões de pessoas evacuadas que seguiram para hotéis, albergues, igrejas, e casas de amigos e familiares, a espera acontece sob chuvas e vendavais.

A maior parte dos evacuados passou a noite sem eletricidade, sem televisão e sem telefones, já que foram interrompidos os serviços de telefonia fixa e a maior parte das redes de telefonia celular deixou de funcionar.

A troca das poucas informações existentes foi realizada graças às mensagens de texto trocadas entre adolescentes.

Em um hotel junto à Rota 55, 100 quilômetros ao norte de Nova Orleans, a gerência abrigou em 170 quartos, 278 pessoas, 34 cachorros, cinco gatos e 2 papagaios, aos quais foi servido feijão e carne guisada ao meio-dia.

No entanto, ao anoitecer a comida se reduziu a purê de batatas e hambúrgueres grelhados, em quantidade que não seria suficiente para todos. Entretanto, posteriormente chegaram caminhões do Exército de salvação.

"Há danos em toda a cidade e a tarefa principal hoje é o socorro aos desabrigados e a avaliação de limpeza e reparo", declarou o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin.

"Há árvores e postes de eletricidade caídos em toda a cidade", acrescentou. "O sistema de águas e esgoto que requer o uso de bombas de extração não funciona completamente e nos hospitais estão apenas os funcionários de atendimento essencial", declarou.

Nagin se mostrou satisfeito com a resposta da cidade e, sobretudo, por "Gustav" não ter sido nem "a tempestade do século", nem "a mãe de todas as tempestades" como ele mesmo disse no último sábado, quando pediu que a população abandonasse a cidade.

"Deveria ter chamado 'Gustav' de a sogra ou a irmã feia de todas as tempestades", afirmou Nagin em tom de piada e com uma face mais relaxada após comprovar que o efeito do ciclone foi muito menor que o temido.

As autoridades do município de Jefferson disseram que as temidas inundações na área de West Bank não ocorreram graças em parte aos soldados e voluntários que lutaram sob as primeiras chuvas para reforçarem alguns diques e aterros ameaçados.

Em toda a região, as autoridades adiaram o início das atividades escolares, porém a previsão de uma rápida recuperação das áreas afetadas pelo "Gustav" permitiu que os estudantes e professores fossem convocados para a próxima segunda.

O número de mortos aumenta para oito no sul da Louisiana, quatro deles estavam doentes em estado muito grave e morreram quando eram retirados de hospitais de Nova Orleans.

As outras pessoas morreram em incidentes diferentes, como na queda de árvores e acidentes de trânsito.

Na sua passagem por Haiti, República Dominicana e Jamaica, o furacão "Gustav" causou 96 mortes, assim como grandes danos nestes três países e em Cuba, onde não foram registradas vítimas mortais.

Em uma primeira estimativa de danos calcula-se que "Gustav" terá um impacto econômico de US$ 10 bilhões, afirmam as companhias de seguros. EFE jab/fal

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