Louis Vuitton processa dinamarquesa que usou marca em cartazes sociais

Nova York, 7 mai (EFE) - A firma de produtos de luxo Louis Vuitton processou uma estudante dinamarquesa por vender cartazes e camisetas desenhados por ela nos quais aparece uma criança africana nua e desnutrida, com uma bolsa parecida com as vendidas pela empresa francesa e um cachorrinho como o de Paris Hilton.

EFE |

A organização Designers for Darfur, com sede em Nova York, indicou em comunicado que a jovem processada, Nadia Plesner, de 26 anos, é uma artista que participa de suas atividades.

Nos cartazes e camisetas de Plesner é retratada uma criança nua e com olhar triste e grandes olhos, que sustenta em seus braços uma bolsa branca com símbolos parecidos aos da Louis Vuitton e um cachorro chihuahua que veste uma roupa rosa.

Toda a receita obtida com a venda dessas ilustrações, nas quais também se pode ler em um dos cantos "Simple Living", o lema da campanha, foi destinada a programas de caridade para a população da região de Darfur, no Sudão, segundo a organização.

"No entanto, a Louis Vuitton não se impressionou com a expressão criativa de Nadia, mas apresentou um processo contra ela no qual pede mais de US$ 20 mil por dia enquanto continuar o projeto", lamentou a entidade.

A intenção da artista, acrescentou, era vestir "uma vítima de Darfur com uma bolsa inspirada na Louis Vuitton e um cachorro-acessório estilo Paris Hilton".

"Minha ilustração da 'Simple Linving' é uma idéia inspirada pela constante cobertura da imprensa de coisas que não tem qualquer sentido", explicou no comunicado a afetada, que disponibilizou em seu site as mensagens trocadas com a empresa francesa desde fevereiro.

A artista dinamarquesa acrescentou que "se fazendo nada, além de levar bolsas de marca e cachorrinhos feios parece ser suficiente para sair nas capas de uma revista, talvez vale a pena tentar pôr acessórios nas pessoas que realmente merecem e precisam de atenção".

"Por esse motivo, escolhi misturar a cruel realidade com elementos do mundo do espetáculo em meus desenhos", argumentou a estudante, que deve participar de um ato que a Designers for Darfur organizará este ano em Nova York para levantar fundos.

O promotor da entidade, Malcolm Harris, sugeriu à companhia francesa de moda que, em vez de gastar seus recursos neste tipo de litígios, invista esse dinheiro em apoiar iniciativas que ajudem a acabar com as "atrocidades que estão ocorrendo em Darfur".

"Se a Gucci pode usar sua marca para salvar crianças de Malauí, em colaboração com Madonna, tenho certeza de que a Louis Vuitton pode usar sua influência com Darfur", acrescentou. EFE mgl/db

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