Los Angeles, 26 jan (EFE).- A Prefeitura de Los Angeles aprovou hoje uma restrição para o funcionamento de estabelecimento que vendem maconha com fins médicos, uma polêmica decisão que levará ao fechamento de centenas deles.

Com a medida, cerca de 500 estabelecimentos do gênero devem fechar, reduzindo o total para quase 150.

A restrição começou a ser discutida há mais de quatro anos e recebeu o sinal verde do Legislativo municipal com a maioria dos votos e diante dos protestos dos defensores dos pontos de venda de maconha, o que é legal na Califórnia desde 1996 para uso médico.

As autoridades locais tentaram responder assim ao que consideram como uma falta de controle diante do crescente número de estabelecimentos que distribuem maconha na cidade.

As restrições, que entrarão em vigor assim que os trâmites administrativos terminem, impedirão que um estabelecimento de venda de maconha fique a menos de 300 metros de escolas, parques ou bibliotecas, imporão seu fechamento às 20h locais e proibirão o uso da droga nos estabelecimentos.

Os empresários afetados já estão estudando ações contra a decisão e devem recolher assinaturas para obrigar à Prefeitura a submeter a lei a um plebiscito.

A medida não entrará em vigor até que o prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, ratifique a decisão do Legislativo.

"É um desastre para os pacientes", afirmou James Shaw, o diretor da organização Union of Medical Marijuana Patients, em declarações ao jornal "Los Angeles Times".

Há poucos dias, a Justiça da Califórnia suspendeu as limitações estaduais que estabeleciam o máximo de maconha que um paciente podia ter e cultivar.

Além disso, uma comissão parlamentar desse estado aprovou uma proposta de lei que procura legalizar a maconha e dar à droga o mesmo status do álcool e do tabaco, apesar de a medida estar longe de poder ser discutida no Legislativo da Califórnia. EFE fmx/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.