Longa lista das execuções frustradas nos EUA

Da corda do enforcado que arrebenta até a veia do condenado que explode durante a injeção: a história da pena de morte nos Estados Unidos está repleta de execuções que, embora tenham se concretizado, foram marcadas de problemas.

AFP |

O enforcamento, método preferido até o final do século XIX, registrou várias falhas. Segundo matérias da imprensa, houve ocasiões em que a corda arrebentou, a brutalidade do movimento provocou uma decapitação, ou o condenado se manteve por muito tempo suspenso antes de morrer estrangulado.

O pelotão de execução tampouco conseguiu garantir sempre uma morte instantânea. Se quem atira não acerta o coração, o condenado pode agonizar dezenas de minutos, enquanto sangra.

A cadeira elétrica é particularmente violenta. As mãos do condenado se contraem, suas pernas se mexem com movimentos compulsivos, às vezes o nariz sangra, o réu vomita bílis... A sala se enche, então, de cheiro de carne queimada. Já houve até registro de cabeça que pegou fogo.

A câmara de gás, instaurada em 1924 e ainda em vigor em uma dezena de estados, ofereceu, freqüentemente, o espetáculo de um condenado amarrado a uma cadeira, afogando-se, com os olhos dando voltas.

Já a injeção letal foi elaborada para limitar esse sofrimento e não afetar a sensibilidade dos espectadores. Como um dos produtos paralisa o condenado, não pode expressar o que sente, salvo em algumas situações, nas quais o prisioneiro se inclinou sobre a mesa, sacudido pelos espasmos.

Se for o caso de um ex-drogado, o que não é raro, o pessoal paramédico penitenciário, que não possui preparo suficiente, luta, às vezes, por vários minutos para encontrar uma veia em bom estado.

"Me despedaçaram!", gritou Bennie Demps, executado na Flórida (sudeste), em 2000. "Não funciona, não funciona!", exclamou Joseph Clark, executado em Ohio (norte), seis anos mais tarde, ao ver sua veia explodir, quando o sedativo foi injetado.

No final de 2006, Angel Nieves Diaz, executado na Flórida, tremeu e lutou para respirar, antes de sofrer convulsões e falecer, após 34 intermináveis minutos. As agulhas estavam muito profundas, e o coquetel não chegou diretamente ao seu sangue.

Há um ano, também em Ohio, o pessoal da execução levou tanto tempo para encontrar uma veia que o condenado, Christopher Newton, teve direito a uma pausa para ir ao banheiro.

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