Londres vai receber exposição com destaques da cultura brasileira

Londres, 8 fev (EFE).- Diversas manifestações culturais brasileiras serão destaque em Londres durante o verão britânico, quando será realizado o Brazil Festival, com o objetivo de mostrar que o país não se destaca apenas na economia, onde ocupa papel de relevância entre os emergentes.

EFE |

Samba, capoeira, arte urbana, bossa nova, escultura e história em quadrinhos são algumas das manifestações do festival, que acontece entre 19 de junho e 5 de setembro em um espaço cultural às margens do famoso rio Tâmisa, o Southbank Centre, onde hoje foi apresentada a programação.

A diretora do Southbank Centre, Jude, Kelly, ressaltou a revolução cultural que viveu o Brasil nos últimos 20 anos, e destacou a cultura urbana, que, segundo ela, "se respira em todos os bairros de São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente nas favelas".

Um documentário exibido durante a apresentação mostra como a cultura urbana, com o grafite e o hip-hop, aparece em meio à pobreza e à miséria das favelas.

"Less sexy and more sensual" ("menos sexy e mais sensual") é uma mensagem recorrente nos grafites. Segundo os organizadores do evento, a sensualidade é a característica que melhor define os suaves ritmos da bossa nova, os movimentos do samba e da capoeira, as coloridas esculturas artísticas e até o futebol brasileiro.

O embaixador do Brasil no Reino Unido, Carlos Augusto Santos-Neves, disse que o festival pode acabar com o clichê de que o futebol é tudo o que o país pode exportar ao mundo.

Na música, destaque para a do ex-ministro da cultura Gilberto Gil, da cantora Maria Bethânia e do grupo AfroReggae, que desenvolve projetos culturais nas favelas para separar os jovens das drogas e da criminalidade.

O artista plástico Ernesto Neto, uma das figuras mais representativas da arte contemporânea brasileira, também estará presente no festival com várias instalações de sua coleção "Psycho Buildings" (2008).

Além disso, Neto também participará da exposição "The New Décor", que reúne peças de trinta artistas de todo o mundo, como a colombiana Doris Salcedo, o grupo cubano "Los Carpinteros", a libanesa Macaca Hatoum, o austríaco Franz West e o suíço Ugo Rondinone, com algumas das peças mais representativas do design de interiores nos últimos tempos. EFE sga/fm

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