Londres vai às ruas para condenar ofensiva na Faixa de Gaza

LONDRES - Milhares de pessoas participaram hoje em Londres de uma manifestação para condenar a ofensiva realizada por Israel na Faixa de Gaza.

EFE |

O protesto - que contou com a participação de cerca de 100.000 pessoas, segundo os organizadores, 12.000, segundo a Polícia, e mais de 50.000, segundo a "BBC" - contou com a presença de vários membros da comunidade judaica, tanto ortodoxos opostos ao Estado de Israel como sionistas críticos à atual ofensiva.

No final do protesto, um pequeno número de manifestantes protagonizou uma confusão com a Polícia, que terminou sem feridos, mas que deixou uma loja da rede americana Starbucks danificada.

Os manifestantes marcharam desde o Hyde Park até a embaixada israelense que fica no oeste de Londres.

A manifestação, organizada pela Coalizão Stop the War e grupos como a CND (Campanha para o Desarmamento Nuclear) e a Iniciativa britânico-muçulmana, começou com discursos de políticos, intelectuais e artistas, que expressaram sua repulsa ao ataque.

"Não se pode olhar para outro lado enquanto ocorre este massacre", disse à Agência Efe o escritor de origem paquistanesa Tariq Ali.

O ex-prefeito de Londres, o trabalhista Ken Livingstone, pediu ao Governo britânico e à União Européia que interrompam "este massacre" com iniciativas econômicas para "forçar Israel a acabar com o massacre".

Lindsey German, porta-voz da Coalizão Stop the War, disse que os manifestantes, que também saíram às ruas em Belfast e Glasgow, pediam "o fim da carnificina e a retirada de Israel de Gaza e da Palestina".

Sindicalistas, estudantes e cidadãos de todo tipo, incluídos celebridades como o músico Brian Eno e a atriz Juliet Stevenson, pediram o fim do massacre e o ataque a Gaza.

Antes, muitos outros famosos, entre eles o vocalista do Coldplay, Chris Martin, e os cantores Annie Lenox e Peter Gabriel, assinaram uma carta da Stop the War Coalition na qual se afirma que o que acontece em Gaza "é um crime contra a humanidade".

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