Londres se prepara para série de protestos por Cúpula do G20

Londres, 21 mar (EFE).- Londres se prepara para lidar com anarquistas, ecologistas e todo tipo de grupos anticapitalistas que anunciaram dois dias de protestos por ocasião da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), do próximo dia 2 de abril.

EFE |

A Scotland Yard já advertiu que podem acontecer violentos distúrbios em City, bairro financeiro de Londres, e enviará cerca de 2.500 agentes para que tentem controlar as centenas de manifestantes que pretendem levar seus protestos até as portas do Banco da Inglaterra (autoridade monetária).

Centenas de outros policiais se encarregarão de proteger a zona leste de Londres, onde acontecerá a cúpula de chefes de Estado e do Governo, assim como os hotéis onde se alojarem os políticos presentes e as ruas por onde terão que passar.

Os banqueiros do bairro financeiro receberam avisos para que evitem realizar reuniões durante esses dias e aumentem as precauções perante distúrbios.

Segundo o comandante da Polícia Metropolitana Bob Broadhurst, um núcleo radical de manifestantes tentará assaltar sedes bancárias e provocar todo tipo de violência no bairro financeiro da capital.

"Observamos um grande nível de preparação por parte dos grupos de protesto. Alguns, que já haviam se destacado nos anos 90, voltam agora ao primeiro plano e há uma confluência de anarquistas, ecologistas e pessoas antiglobalização", adverte.

"Há entre eles indivíduos muito inteligentes, e sua intenção, em 1º de abril, é paralisar a área de City", explica Broadhurst.

O dia 1º de abril é tradicionalmente conhecido como o Dia da Mentira em muitos países, e os manifestantes o batizaram de "Dia das Mentiras das Finanças".

Os manifestantes falam já na internet de um "Verão da Ira", com o qual querem comemorar o décimo aniversário dos protestos anticapitalistas de 18 de junho de 1999, organizados por ocasião de uma cúpula de líderes mundiais na cidade alemã de Colônia.

Os protestos, muitas vezes violentos, acompanham há já duas décadas esse tipo de reunião internacional.

O primeiro, que surpreendeu a todos, foi organizado em Seattle por ocasião da realização de uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), quando milhares de manifestantes contra a globalização provocaram desordens na cidade, que fica no litoral oeste dos EUA.

Em julho de 2001, um militante antiglobalização foi morto pela Polícia durante uma cúpula de líderes em Gênova, na Itália, após vários dias de batalhas campais entre manifestantes e a Polícia. EFE jr/rr

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