Londres relembra de forma discreta os 5 anos dos atentados

Ataques coordenados contra rede de transporte público de Londres matou 52 pessoas e feriu 700

AFP |

A Grã-Bretanha recordou nesta quarta-feira de forma discreta o quinto aniversário dos atentados realizados por quatro extremistas islâmicos contra a rede de transporte público de Londres, nos quais morreram 52 pessoas e outras 700 ficaram feridas.

Apesar de não estar previsto qualquer ato oficial, o primeiro-ministro britânico David Cameron e o prefeito da capital, Boris Johnson, enviaram coroas de flores para o memorial de Hyde Park. Também será observado um minuto de silêncio em uma reunião prevista na prefeitura.

Sobreviventes e familiares das vítimas marcam o aniversário com cerimônias privadas no memorial e nos locais onde ocorreram as quatro explosões, quase simultâneas, nas três estações de metrô e de ônibus da capital.

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Flores são colocadas em memorial no Hyde Park, em Londres

A ausência de cerimônias oficiais desagradou alguns dos atingidos, segundo explicou Graham Foulkes, cujo filho David, de 22 anos, perdeu a vida numa das explosões.

"Foi um ataque nacional e é realmente decepcionante. Não creio que nenhum de nós iria querer um evento anual importante, mas acho que no quinto aniversário o mínimo que se podia fazer é o primeiro-ministro era vir e depositar uma coroa de flores", acrescentou.

Uma delegação da comunidade islâmica britânica, encabeçada pelo secretário-geral do Comitê Muçulmano da Grã-Bretanha, Farooq Murad, também deve prestar homenagem às vítimas desses atentados cometidos por quatro suicidas muçulmanos britânicos.

Os atentados aconteceram quando Londres ainda estava comemorando a escolha, no dia anterior, para organizar os Jogos Olímpicos de 2012 e enquanto dirigentes das sete principais economias do mundo mais a Rússia estavam reunidos na Escócia, numa cúpula do G8.

Quinze dias depois, em 21 de julho, outros extremistas tentaram repetir sem êxito a matança na mesma rede de transporte público, o que levou, no dia seguinte, à morte por erro policial do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido pelos agentes de segurança com um dos autores do atentado.

Jean Charles foi executado em 22 de julho dcom sete tiros na cabeça na estação de metrô de Stockwell, sul de Londres. Até agora, nenhum policial, nem o ex-chefe da polícia de Londres, Ian Blair - que abandonou seu cargo em 28 de novembro -, foi processado por este erro.

Apesar de transcorridos cinco anos, as investigações judiciais para determinar as condições da morte de 52 vítimas e dos quatro suicidas só terão início em outubro próximo.

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