Londres rejeita compensação para vítimas de conflito norte-irlandês

Dublin, 25 fev (EFE).- O ministro para a Irlanda do Norte do Reino Unido, Shaun Woodward, considerou hoje inadequada a concessão de uma compensação de 12 mil libras (cerca de 12.

EFE |

840 euros) para todas as famílias de vítimas da violência, inclusive aquelas que pertenciam a grupos paramilitares.

A proposta, que provocou uma grande polêmica entre as vítimas, está em um documento elaborado pelo chamado Grupo de Consulta sobre o Passado, cujos porta-vozes são o antigo primaz protestante da Igreja da Irlanda Robin Eames e o ex-vice-presidente do Comitê da Polícia norte-irlandesa, o católico Denis Bradley.

O texto, de 190 páginas, inclui até 30 recomendações sobre formas de abordar a herança de cerca de quatro décadas de conflito sectário na província e como indenizar as famílias de mais de 3 mil falecidos.

Em declarações à rede britânica "BBC", Woodward afirmou hoje que "ainda não é o momento adequado" para reconhecer a situação das famílias com um pagamento econômico.

"No entanto, decidiu dar sinal verde ao relatório, pois há muitas outras questões que gostaria considerar. Não acho que vá recomendar que sigamos em frente com a questão dos pagamentos", declarou o ministro.

Entre as propostas presentes no texto se destaca o estabelecimento de uma Comissão Independente de Herança que, com um orçamento de 100 milhões de euros e durante um período de cinco anos, desenvolverá projetos de reconciliação.

Também será criada uma Unidade de Revisão e Investigação que substituiria a Equipe de Pesquisas Históricas, criada em 2005 pelo Governo de Londres para solucionar mais de 1.800 assassinatos ainda pendentes perpetrados na província durante o conflito.

O relatório recomenda que não sejam iniciadas mais investigações judiciais públicas, do estilo, por exemplo, das indagações sobre o Domingo Sangrento, que, após dez anos de processo, ainda não produziu um relatório final e seu custo alcança vários milhões de euros. EFE ja/fal

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