Londres pede que Irã escolha entre isolamento ou outra relação com o mundo

Londres, 1 mai (EFE).- O Governo britânico pediu hoje ao Irã que escolha entre um isolamento ou um confronto maior com a comunidade internacional ou uma relação diferente, com os benefícios que ela pode proporcionar.

EFE |

"Os líderes iranianos têm que escolher entre um isolamento e um confronto maior com a comunidade internacional ou uma relação diferente com o mundo, com os benefícios políticos, econômicos e tecnológicos que isto trará", disse o secretário de Estado de Relações Exteriores do Reino Unido, Kim Howells.

"Peço a eles que escolham a opção correta", acrescentou em debate no Parlamento britânico.

Na opinião do secretário, o programa nuclear iraniano representa "o maior desafio imediato à não-proliferação".

O discurso de Howells acontece um dia antes de uma reunião em Londres de representantes dos cinco países-membro do Conselho de Segurança da ONU - China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia -, mais a Alemanha, para analisar a crise envolvendo o programa nuclear iraniano.

Este encontro acontecerá depois de o representante do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Ashgar Soltaniyeh, anunciar hoje que seu país retomará nos próximos dez dias suas negociações com esta entidade sobre o programa nuclear iraniano, informou a agência de notícias "Mehr".

No debate no Parlamento britânico, o porta-voz conservador David Lidington disse que, se houver provas de que o regime de Teerã tinha envolvimento direto no fornecimento de armas aos grupos insurgentes no Iraque e no Afeganistão, isto teria "graves conseqüências" futuras.

Já o secretário de Estado também se referiu à situação no Iraque, onde, na sua opinião, foi registrado "um progresso significativo" desde 2003, mas admitiu que ainda há desafios a serem enfrentados.

Nesta sexta também serão realizadas em Londres reuniões separadas do Quarteto de Madri para o Oriente Médio (EUA, União Européia, Rússia e a ONU) e de representantes dos principais doadores à Autoridade Nacional Palestina (ANP). EFE ep/ev/fal

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