Londres pede que A.Latina influencie em acordo sobre mudança climática

Londres, 7 jul (EFE).- A América Latina tem grande influência e vínculos no G77, grupo que reúne os países em desenvolvimento, para favorecer um acordo na conferência internacional sobre a mudança climática, que será realizada em dezembro, em Copenhague.

EFE |

As declarações foram feitas hoje em uma conferência em Londres pelo subsecretário de Estado do Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido, Chris Bryant, que opinou que a América Latina pode ser uma referência política em um tema tão importante.

Bryant e Michael Reid, diretor na América Latina da revista "The Economist", participaram de um debate organizado pelo Overseas Development Institute (ODI) sobre o papel da região na política internacional.

O debate foi realizado com o objetivo de estabelecer se a América Latina é uma região que fixa o rumo da política ou se é uma mera consumidora das políticas de outros lugares do planeta.

A postura final do G77 em Copenhague, "a melhor e última oportunidade" de chegar a um acordo mundial na luta contra o aquecimento global, será decisiva e Bryant espera que a América Latina domine o tema.

O subsecretário de Estado afirmou que a região mudou muito nos 20 anos.

A região "passou por uma importante melhoria econômica nas últimas décadas, apesar de ainda persistirem grandes desigualdades sociais", disse Bryant Reid alertou sobre o erro de olhar para a América Latina como se ela fosse homogênea.

Para Reid, o Brasil e, em menor medida, o México são potências regionais com políticas próprias e a área em geral pode ser uma referência política para os países em desenvolvimento porque "apostou na democracia para reduzir as desigualdades econômicas".

EFE fpb/pd

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