O ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, afirmou nesta sexta-feira que a controversa operação de resgate de um jornalista do New York Times sequestrado no Afeganistão era a única maneira de libertar o repórter.

O jornalista Stephen Farrel foi libertado são e salvo na quarta-feira, mas seu colega e intérprete afegão, Sultan Munadi, um soldado britânico e uma mulher afegã e seu filho morreram na operação militar.

"Examinamos todas as opções. Insisto: todas as opções. E chegamos à conclusão que a única maneira de libertar os dois reféns era a ação militar que foi decidida", declarou Miliband à BBC.

A decisão final de aprovar o uso da força para libertar Farrel foi tomada por Miliband e pelo ministro da Defesa, Bob Ainsworth, destacou um porta-voz do primeiro-ministro britânico Gordon Brown.

Ainsworth prestou uma homenagem ao cabo britânico John Harrison, 29 anos, morto durante a operação.

Farrel, que tem a dupla nacionalidade britânica e irlandesa, e Munadi, tinham sido sequestrados na província de Kunduz, no norte do Afeganistão, onde estavam investigando supostos erros cometidos durante o polêmico bombardeio da Otan.

A imprensa afegã ficou indignada com o fato da família de Munadi ter sido obrigada a, sem qualquer ajuda militar, seguir para a zona dos combates para recuperar o corpo, abandonado no local pelos soldados.

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