Londres discute relação entre alta dos preços dos alimentos e biocombustíveis

A vertiginosa alta dos preços dos alimentos é o tema principal de uma reunião de especialistas convocada nesta terça-feira, em Londres, pelo primeiro ministro britânico Gordon Brown, com o objetivo de elaborar um plano para tentar frear o processo motivador de conflitos sociais em vários países do mundo.

AFP |

Entre os especialistas presentes em Londres está a diretora do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM), Josette Sheeran, que advertiu que a alta dos preços dos alimentos equivale a uma "tsunami silenciosa".

Este aumento dos preços dos produtos alimentícios, que o PAM avalia em 55% desde junho de 2007, ameaça mergulhar na fome milhões de pessoas além das que já sofrem com esse problema, advertiu ainda.

Brown, que colocou o encarecimento dos alimentos na agenda dos líderes do Grupo dos Sete Países Mais Industrializado e a Rússia, quer examinar em particular o impacto da produção de biocombustíveis no custo dos víveres.

A reunião de Londres acontece no dia seguinte às advertências lançadas ante as Nações Unidas pelos presidentes da Bolívia e do Peru, Evo Morales e Alan García, segundo as quais o crescente uso dos biocombustíveis é um fator determinante no encarecimento dos alimentos em nível mundial.

Em uma clara referência ao brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente boliviano reprovou "alguns presidentes sul-americanos" por apoiar o uso dos biocombustíveis, responsáveis, segundo ele, por essa inflação.

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