Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem

Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.

EFE |

O primeiro-ministro, Gordon Brown, compareceu na Câmara dos Comuns para informar as medidas, um mês depois da suposta tentativa de atentado do jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um avião em pleno voo da companhia aérea Delta quando estava prestes a aterrissar em Detroit, nos Estados Unidos.

A lista incluirá as pessoas que deverão ser submetidas a medidas especiais de segurança antes de entrarem em aviões que viajam ao Reino Unido, explicou Brown, que assegurou que seu Governo trabalha com outros países para melhorar a coordenação e a troca de informações sobre os suspeitos com vínculos ao terrorismo.

O primeiro-ministro confirmou que os voos diretos entre Londres e Sana, capital do Iêmen, feitos pela companhia aérea Yemenia Airways seguirão suspensos até que melhorem as medidas de segurança.

Os serviços de inteligência americanos e britânicos afirmaram que Abdulmutallab, que estudou durante vários anos em Londres, estabeleceu contato com a Al Qaeda para realizar um atentado com a ajuda de islamitas extremistas radicados no Iêmen.

Em seu comparecimento parlamentar, horas após reunir-se com o Comitê de Segurança Nacional e de falar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Brown advertiu que "uma série de células terroristas" tentam "ativamente" atingir no Reino Unido.

"O atentado fracassado sobre Detroit no Natal foi o sinal da primeira operação organizada pela Al Qaeda na península arábica, com a exceção da Arábia Saudita", disse Brown.

"Trata-se da organização com base no Iêmen que tem estreitos vínculos com o núcleo da Al Qaeda no Paquistão. E sabemos que inúmeras células terroristas têm tentado atacar o Reino Unido e outros países".

Antes do final de 2010, explicou o líder britânico, o programa de informática de fronteiras na qual Londres gastou 1,2 bilhão de libras (1,380 bilhão de euros) permitirá que todos os passageiros que viajem ao Reino Unido possam ser controlados pelo serviço de alfândegas 24 horas antes de sua partida.

Brown localizou na região na fronteira entre Afeganistão e Paquistão o lugar onde o terrorismo da Al Qaeda tem seu comando de operações, mas assinalou que há evidências aumento da presença da rede inspirada pelo saudita Osama bin Laden na Somália e no Iêmen.

O líder do Partido Conservador, David Cameron, recebeu de maneira positiva as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, mas lembrou que a informação chave na suposta tentativa de atentado de Detroit é que Abdulmutallab "se radicalizou no Reino Unido".

Cameron perguntou: isto não demonstra que é necessário fazer mais para fazer frente à radicalização aqui, no Reino Unido? "O fato é que muitos campus de nossas universidades toleraram organizações que atuaram como incubadoras do terrorismo". EFE fp/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG