Local sagrado disputado por hindus e muçulmanos será dividido

Após onda de violência, Justiça determina que região de Ayodhya seja repartida

Reuters |

Um tribunal indiano determinou nesta quinta-feira que a área onde estão as ruínas de uma mesquita do século 16, no norte da Índia, seja dividida entre hindus e muçulmanos, informou a TV local e um advogado hindu.

A destruição da mesquita por uma multidão de hindus em 1992 desencadeou alguns dos piores distúrbios da Índia, com um saldo de cerca de 2 mil mortos.

AP
Homem passa por policiais que montam guarda em Ayodhya, região disputada por hindus e muçulmanos na Índia


O governo indiano mobilizou mais de 200 mil policiais nesta quinta-feira enquanto se aguardava o veredicto da corte, como prevenção contra qualquer tipo de violência entre muçulmanos de hindus.

Segundo as emissoras, a decisão, por 2 votos a 1, especifica que dois terços da área seja entregue a hindus e um terço, a muçulmanos.

"A maioria dos juízes decidiu que o lugar onde o deus Rama foi elevado ao trono é o lugar de nascimento de Rama", disse aos repórteres Ravi Shankar Prasad, advogado dos hindus que reivindicavam a área como local sagrado da religião.

Os hindus querem construir um templo no local, mas os muçulmanos pretendem reerguer a mesquita destruída em 1992. É quase certo que o veredicto será contestado na Suprema Corte. Uma decisão final poderá levar anos.

Os indianos aguardavam o veredicto com ansiedade. Muitos ficaram em casa e estocaram alimentos. O primeiro-ministro Manmohan Singh definiu o caso como um dos maiores desafios à segurança do país.

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