Lobão critica decisão de Correa de expulsar Furnas do Equador

Brasília, 15 out (EFE) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reagiu hoje com ironia ao anúncio do Equador de que expulsará a empresa Furnas Centrais Elétricas S/A, após ter ordenado a saída do país da construtora Odebrecht. Ele (o presidente equatoriano, Rafael Correa) está expulsando o vento, afirmou Lobão, citado pela Agência Brasil. Furnas prestou um serviço de consultoria e de fiscalização durante a construção de uma hidrelétrica e no consórcio com empresas do Equador. Não tem nenhuma instalação física, funcionário nem interesses lá, acrescentou.

EFE |

Na semana passada, o Equador expulsou a Odebrecht, alegando descumprimento de contrato com relação à hidrelétrica de San Francisco, a qual a companhia construiu nessa nação andina.

Esta semana, Correa disse que faria o mesmo com Furnas, que era responsável por fiscalizar a construção da hidroelétrica, inaugurada no final de 2007 e fora de operações desde junho por danos estruturais.

O Governo equatoriano também cogitou nacionalizar os campos petrolíferos operados pela Petrobras se esta não aceitar modificar seu contratos no país em função das novas políticas de hidrocarbonetos.

Para Lobão, Correa "é um presidente de um país soberano e pode fazer o que quiser".

No entanto, o ministro acredita que o presidente equatoriano "não fará nada disso", pois a Petrobras está no Equador "para ajudar", mas ressaltou que "se ela não for bem-vinda, deve haver uma solução civilizada".

Lobão afirmou que "basta que o Governo do Equador diga que não quer a Petrobras lá, para que a empresa saia".

Ele lembrou, entretanto, que a petrolífera terá que ser indenizada por seus investimentos nessa nação andina, estimados em US$ 500 milhões.

O ministro minimizou os problemas entre Brasil e Equador e afirmou que "não são tão graves quanto as declarações procuram demonstrar", mas reconheceu que "há um pouco de artilharia política".

Segundo Lobão, as diferenças atuais serão resolvidas e não haverá conseqüências para o processo de integração energética que está em andamento na América do Sul.

"Esses pequenos embaraços não podem constituir um obstáculo à integração sul-americana", afirmou. EFE ed/db

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