Lizcano pede que Governo colombiano não esqueça reféns das Farc

Bogotá, 30 out (EFE).- O ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Óscar Tulio Lizcano pediu hoje que o Governo colombiano não esqueça os demais seqüestrados que estão apodrecendo na selva e afirmou que a única maneira de conseguir o retorno deles é por meio do diálogo.

EFE |

Em entrevista coletiva concedida em uma clínica da cidade de Cali, onde está sendo atendido, o ex-congressista fez um relato emocionado de vários episódios de seu seqüestro, que durou mais de oito anos, e de sua fuga, na qual teve a ajuda de um guerrilheiro que o vigiava.

Lizcano agradeceu a solidariedade dos colombianos disse que a única maneira de pôr um fim a este drama é uma negociação com as Farc.

"Convido o país e o Governo a, por Deus, ajudar a salvar esta gente. Estão morrendo e sinto muita dor", disse.

O ex-refém afirmou que a pressão do Exército e da fome - que os obrigou a comer ratos, macacos e tamanduás - foram algumas das causas que levaram o guerrilheiro a tomar a decisão de fugir com ele.

"Quando vi o posto militar, caí, o abracei e lhe disse: 'amigo para sempre, o senhor salvou minha vida'", disse o ex-refém ao narrar a travessia que viveu junto ao guerrilheiro que tomou a "decisão unilateral" de libertá-lo.

Sobre seu futuro, o ex-congressista afirmou que não sabe se viajará ao exterior ou ficará na Colômbia, mas garantiu que não voltará para a política.

"Esse espaço o meu filho já ocupou (Mauricio, hoje congressista).

Quero me dedicar ao meio acadêmico, ao estudo e à vida, aproveitá-la. E não penso nem agora nem nunca na política. Com esta experiência, não quero saber disso", disse. EFE fer/rb/plc

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