Livro revela detalhes do primeiro encontro de Nicolas Sarkozy e Carla Bruni

Carla, você é capaz de me beijar na boca na frente de todos?, foi a pergunta que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez à cantora e ex-modelo Carla Bruni, na noite em que a conheceu, relata o livro escrito pelo homem que os apresentou, Jacques Seguela, lançado nesta quinta-feira na França.

AFP |

Procurada pela AFP nesta quinta-feira, a assessoria da presidência francesa se negou a fazer comentários sobre o livro, entitulado "Autobiografia não autorizada".

Seguela, de 75 anos, é um conhecido publicitário francês, amigo em comum de Sarkozy e Bruni. Foi ele quem organizou o jantar no qual o então recém-divorciado presidente e a ex-modelo se conheceram, em 2007.

Sete semanas depois, após um intenso romance acompanhado de perto pela imprensa, Nicolas e Carla trocaram alianças.

Em seu livro, Seguela narra o primeiro encontro dos dois.

"Desenhou-se um inesperado jogo de sedução entre dois falcões, cada um deles marcando seu território e provocando o outro", conta o publicitário, indicando que ele e os outros convidados do jantar presenciaram "sem sabê-lo, um encontro que se tornou manchete" na imprensa.

Alguns detalhes do jantar, no qual todos os convidados eram solteiros e já se conheciam, chegaram a ser confirmados pela hoje primeira-dama francesa em algumas entrevistas, como o fato de que Sarkozy a acompanhou até sua casa de carro e ela deu a ele seu telefone.

Seguela, no entanto, descreve outras peculiaridades da conversa do futuro casal na primeira noite - na qual, afirma, o presidente francês parecia "atraído por um ímã" quando falava com sua vizinha de mesa.

"No dia 1º de junho você canta no Cassino de Paris; vê, conheço seu programa. Nesta noite, estarei na primeira fila, e anunciaremos nosso noivado. Você vai ver, seremos melhores que Marilyn e Kennedy", teria dito Sarkozy, segundo o livro.

"Noivado, jamais! Só vou voltar a viver com um homem se tiver um filho com ele", teria respondido Carla.

"Em matéria de filhos, eu já criei cinco. E por que não seis? Sou o francês melhor equipado para isso. Tenho um médico do meu lado durante as 24 horas do dia", replicou o presidente.

Segundo Seguela, Sarkozy advertiu Carla que a vida com ele não era fácil, porque ele era constantemente seguido por jornalistas.

"Nessa matéria, você é um principiante", teria rido Carla. "Minha história com Mick (Jagger) durou oito anos na clandestinidade".

"Estivemos em todas as grandes capitais do mundo, e ninguém nos fotografou uma vez sequer. Eu me disfarçava como achava melhor, às vezes com barba e outras com cavanhaque", contou a cantora ao futuro marido na ocasião.

"Não sei como você pôde ficar oito anos com um homens com pernas tão ridiculamente finas", teria respondido Sarkozy, sempre segundo a narração do publicitário.

Depois que o presidente a deixou em casa, Carla Bruni ligou para Seguela.

"Que encanto, que inteligência, que força, que sedução tem o seu amigo. Mas me parece um pouco rude. Dei meu número de telefone para ele, e ainda não me ligou", reclamou a cantora depois do primeiro encontro.

dc/ap

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