Livro garante que Clark Gable manteve relações homossexuais

Pedro Alonso Londres, 19 mai (EFE) - A fama de galã do ator americano Clark Gable, conhecido como o Rei de Hollywood, ficou recentemente prejudicada com a publicação de uma polêmica biografia sobre sua vida que indica que ele manteve relações homossexuais. A antes inquestionável masculinidade de Gable é colocada à prova no livro Clark Gable: Tormented Star, escrito por David Bret, ainda sem tradução no Brasil. Famoso por seu inconfundível bigode fino que parecia ter sido desenhado a lápis, o ator, que morreu em 1960 aos 59 anos, dominou o mundo do cinema durante os anos 30 e princípios dos 40, como protagonista de filmes lendários como ...

EFE |

E o Vento Levou" (1939).

Fora da telona, o ator americano ficou famoso por suas muitas aventuras amorosas com as divas do cinema da época, como Carole Lombard (o grande amor de sua vida), Grace Kelly e Joan Crawford.

Apesar disso, o francês David Bret, que se especializou em elaborar biografias de celebridades, diz em seu livro que Gable se envolveu em vários casos homossexuais no começo de sua carreira.

"Ele manteve relações sexuais com homens para subir em Hollywood.

Era parte da rotina para ficar conhecido em Hollywood", disse à Agência Efe o biógrafo, que afirmou que "isso ainda acontece hoje".

Segundo Bret, Gable se deixou seduzir por atores homossexuais - como Earle Larimore, Rod La Rocque e William Haines, que "foram grandes estrelas do cinema mudo e naquela época eram muito influentes nos estúdios".

Entrevistando muitas pessoas, o autor chegou à conclusão de que o galã chegou a fazer sexo com homens por dinheiro.

Segundo o escritor francês, as revelações de seu livro entram em choque com umas das principais características de Gable: sua postura machista e de grande crítico ao homossexualismo.

Para Bret, o astro assumiu essas características devido a um complexo que trazia de sua infância, quando seu pai costumava lhe chamar de "bicha".

Apesar das polêmicas alegações, Bret assegura que "os admiradores de Gable gostam do livro", conforme indicado pelas boas reações que recebeu.

O escritor, no entanto, lamenta a demolidora resenha publicada pelo jornal americano "The New York Times", que questiona as fontes "dessa biografia com péssima qualidade".

A polêmica obra também revela que, ao contrário das lendas que correm em Hollywood, Gable não viveu um romance com a atriz Marilyn Monroe durante a filmagem do filme "Os Desajustados".

Obcecado com a higiene pessoal, o ator não suportava os maus hábitos da explosiva loira, que "tomava poucos banhos, dormia sem roupa e comia com freqüência na cama, deixando sobe os lençóis os restos do prato antes de adormecer", escreve Bret.

"Acho que ele (Gable) a considerava (Marilyn) mais como uma filha do que como uma possível companheira de cama", disse Bret à Efe.

O "Rei de Hollywood" morreu aos 59 anos de um ataque do coração em Los Angeles (EUA), em 16 de novembro de 1960, dois meses e meio antes da estréia de "Os Desajustados".

Vários anos após sua morte, Joan Crawford, seu grande amor depois de Carole Lombard, foi entrevistada pelo popular jornalista de televisão britânico David Frost, que perguntou a ela porque Clark Gable era tão atraente.

Olhando fixamente nos olhos de Frost, Joan Crawford respondeu: "Colhões. Ele os tinha". EFE pa/rr/db

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