Livro descreve tensões entre Michelle Obama e a equipe do marido

Escrito por jornalista do NYT, "The Obamas" retrata insatisfação da primeira-dama com o trabalho de funcionários da Casa Branca

iG São Paulo |

Um novo livro sobre o casal presidencial americano descreve tensões entre a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, e os assessores de seu marido, o presidente Barack Obama.

“The Obamas”, que chegará às lojas dos EUA na terça-feira, foi escrito pela jornalista Jodi Kantor, do New York Times, com base em entrevistas com 30 assessores e amigos do casal. Obama e Michelle se recusaram a ser entrevistados.

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Divulgação / Casa Branca
A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, sorri ao ouvir algo que o marido disse antes de evento em hotel de Nova York (21/09)

De acordo com o livro, Michelle entrou em conflito principalmente com Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete de Obama, e Robert Gibbs, o ex-porta-voz da Casa Branca.

Segundo a jornalista, em 2010, quando a reforma da saúde proposta por Obama parecia à beira do colapso, Michelle disse estar incomodada com a forma como a Casa Branca estava lidando com a questão. “Ela deixou claro que, na sua opinião, o marido precisava de novos assessores”, escreve Jodi Kantor, acrescentando que Emanuel chegou a oferecer sua renúncia, que não foi aceita pelo presidente.

A jornalista também afirma que Gibbs chegou a xingar a primeira-dama, quando ela não esta presente, após discussões sobre a forma como o porta-voz tentou encerrar uma crise de relações públicas causada por um suposto comentário de Michelle de que a vida na Casa Branca era “um inferno”.

"Frequentemente ela era mais dura com a equipe de assessores que o próprio presidente, chegando inclusive a exigir a substituição de alguns deles", ressalta Jodi. "Michelle Obama é uma esposa solidária, mas ansiosa e receosa quanto ao pensamento político convencional. Ela sentiu fortemente a pressão e as possibilidades de ser a primeira negra em sua posição.”

O livro também afirma que o casal presidencial sente falta de uma vida mais livre e sempre deseja escapar do “confinamento” na Casa Branca. De acordo com Jodi Kantor, em 2009 a primeira-dama chegou a pensar em continuar morando em Chicago, longe do marido, até que as filhas terminassem o ano escolar.

A Casa Branca classificou o livro de “dramatização excessiva de notícias velhas” e ressaltou que a autora entrevistou o casal pela última vez em 2009.

“As emoções descritas no livro, embora pareçam se referir ao presidente e à primeira-dama, refletem muito pouco além dos pensamentos da própria escritora”, disse o porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz. “Esses relatos de segunda mão costumam ser exagerados.”

Com AP, AFP e EFE

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