Livro de fotógrafo espanhol mostra experiência musical em favela em São Paulo

São Paulo, 21 dez (EFE).- O fotógrafo espanhol Carlos Díez Polanco lançou o livro Gracias, Baccarelli (Obrigado, Baccarelli), que chegou hoje às livrarias brasileiras e que retrata a bem-sucedida experiência de música erudita com crianças e jovens de uma favela em São Paulo.

EFE |

"É muito emocionante ter passado meses, dia a dia, fotografando o que acontece no Instituto Baccarelli", disse hoje à Agência Efe o fotógrafo, que no domingo lançou o livro acompanhado de um concerto da Orquestra Sinfônica da favela de Heliópolis, na Sala São Paulo.

"O que mais posso destacar deste trabalho é a disciplina tão bonita de todos os envolvidos com o projeto, como todos se preocupam para que tudo seja cumprido, para que os horários seja cumpridos, para que todo o mundo ensine ou aprenda de uma forma ou de outra", afirmou Polanco.

A orquestra faz parte do Instituto Baccarelli, entidade que oferece formação artística e musical erudita a mais de 500 crianças e jovens na favela de Heliópolis, uma das maiores de São Paulo.

Para o fotógrafo, "a música nos faz esquecer dos sofrimentos" e traz "dignidade para essa comunidade".

O livro, da editora Moderna, agrupa 280 fotografias tiradas em 2009 do trabalho realizado pelo instituto desde 1998, quando foi fundado pelo maestro Silvio Baccarelli e por músicos do Brasil e de outros países.

A Orquestra Sinfônica de Heliópolis acompanhou em São Paulo e Rio de Janeiro o violinista alemão Erik Schumann e o pianista Arnaldo Cohen e foi a encarregada pelo concerto oferecido ao papa Bento XVI na sua visita ao Brasil em 2007.

Polanco considera a obra "um documento que não vai sair de moda" e, por isso, quer levar a sinfônica de Heliópolis à Espanha em outubro.

Entre os futuros projetos do fotógrafo está a realização de um livro sobre a relação entre a escola e os esportes no Brasil.

"Não pretendo fazer algo sobre futebol exclusivamente, mas sim mostrar o valor do esporte junto à escola, em geral. Espero poder realizar este projeto em dois anos", disse. EFE wgm/pd

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