Livni viaja aos EUA para negociar cessar-fogo; Israel não comenta proposta do Hamas

JERUSALÉM - A vice-primeira-ministra e titular de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, viajou esta noite aos EUA para discutir com autoridades americanas um acordo que possibilite o cessar-fogo em Gaza, informaram fontes oficiais. Até agora o governo israelense não comentou a proposta do Hamas, mediada pelo Egito, de um cessar-fogo por um ano na Faixa de Gaza.

Redação com agências internacionais |


A condição do grupo palestino, segundo seus representantes e fontes diplomáticas, é que Israel retire todas as suas tropas de Gaza em uma semana e reabra a fronteira imediatamente.

Em comunicado, o governo israelense afirmou que a viagem de Livni foi autorizada pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que nesta tarde falou por telefone com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Não houve menção à proposta do Hamas.

Segundo fontes israelenses, o acordo que Livni discutirá com os EUA tratará sobre garantias para impedir o contrabando de armas do egito para Gaza e o consequente reamarmento do Hamas, uma exigência de Israel para finalizar sua operação militar na região.

Ataque a complexo da ONU

Nesta quinta-feira, Ehud Olmert teve de dar explicações ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois que um ataque israelense atingiu um prédio da Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O ataque destruiu a ajuda humanitária que tinha entrado na Faixa de Gaza nos últimos dias e que estava armazenada no local.

Ban Ki-moon, se disse "escandalizado com o bombardeio israelense" contra as instalações da ONU e, mais tarde, afirmou que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, tinha pedido desculpas  pelos disparos feitos.

"O ministro da Defesa me disse que foi um grave erro e que levou isso muito a sério. Ele me garantiu que será dada atenção extra às instalações e funcionários da ONU, e que isso não irá se repetir", disse Ban.

No entanto, horas depois, Olmert afirmou que o bombardeio foi uma resposta a tiros que teriam sido disparados do complexo da ONU. "Não queremos que incidentes desse tipo aconteçam e lamento. Mas o Hamas atirou a partir de uma dependência da UNRWA", declarou.

Ministro morto

Ainda nesta quinta-feira, o Exército de Israel anunciou ter matado o ministro do Interior do Hamas, Said Siam, um dos principais líderes do movimento radical islâmico. O Hamas confirmou a notícia.

"Em uma operação conjunta do Exército israelense e do Shin Beth (serviço de segurança interna), aviões bombardearam uma casa" onde estavam Said Siam, seu irmão Iyad Siam e uma terceira pessoa, declarou um porta-voz do Exército de Israel. "O alvo foi atingido", destacou.

As forças israelenses aprofundaram a sua incursão na Cidade de Gaza, e os combates se intensificaram, ampliando a pressão sobre o Hamas num momento em que ambas as partes avaliam uma proposta de cessar-fogo. Os bombardeios da quinta-feira foram os mais violentos em três semanas de conflito.

Após 20 dias de confrontos, fontes dos serviços de saúde de Gaza dizem que pelo menos 1.028 pessoas morreram. Nesse mesmo período, Israel teve 13 mortes - sendo 3 civis.

20º dia de ataques

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