Livni resiste a Governo com Netanyahu e Lieberman em Israel

Jerusalém, 19 fev (EFE).- Tzipi Livni, do centrista Kadima, se mostrou reticente a entrar em um Governo de direita presidido por Benjamin Netanyahu, do conservador Likud, que recebeu hoje o apoio de Avigdor Lieberman, do ultradireitista Yisrael Beiteinu.

EFE |

"O Kadima representa várias coisas, entre elas o avanço no processo de paz, e não servirá de álibi para um Governo de paralisia", afirmou Livni, em alusão à oposição de Netanyahu e de Lieberman a impulsionar a negociação com os palestinos.

A declaração de Livni aconteceu pouco depois de Lieberman expressar seu apoio a um Governo liderado por Netanyahu, com a condição de que esse Executivo tenha o apoio de uma "coalizão ampla", em referência à necessidade de que o Kadima também o integre.

Lieberman expressou nesses termos seu apoio à candidatura de Netanyahu a primeiro-ministro, em reunião que manteve com o presidente israelense, Shimon Peres, dentro da rodada de contatos políticos preliminares à nomeação do chefe do Governo.

Com 27 cadeiras, uma a menos que o Kadima, o Likud ficou em segundo lugar nas eleições de 10 de fevereiro, mas Netanyahu parece contar, a priori, com mais apoio que Livni para formar Governo, após a vitória do "bloco de direita" no pleito.

Lieberman - que lidera a terceira força, com 15 cadeiras, e é o partido-chave - é a última das legendas de direita que apoia Netanyahu, com quem mantém uma estreita relação pessoal e política há duas décadas.

Peres deve concluir esta tarde seus contatos com os líderes dos diferentes partidos para avaliar qual dos dois candidatos - Netanyahu ou Livni -, tem mais apoio parlamentar, a fim de encomendar a formação do novo Governo de Israel. EFE amg/an

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