Livni pede que Olmert abandone Chefia de Governo perante possível indiciação

Jerusalém, 27 nov (EFE).- A ministra de Assuntos Exteriores de Israel e líder do partido Kadima, Tzipi Livni, pediu hoje que o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, abandone o cargo perante sua possível indiciação por fraude.

EFE |

Livni fez este pedido durante uma reunião de emergência com os membros do Kadima, após vencer as eleições internas do partido em setembro, informou a imprensa local.

O encontro teve como objetivo analisar a situação criada após o anúncio de ontem do procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, que estuda a possibilidade de apresentar acusações contra Olmert "sob a suspeita de que incorreu em vários crimes no que é conhecido como o caso de 'Rishon Tours'", indica uma nota do Ministério da Justiça.

Este é o nome da agência de viagens suspeita de colaborar com Olmert na duplicação de faturas de viagens para serem cobradas de várias instituições e pagar com dinheiro acumulado as férias particulares do primeiro-ministro que, no momento destes acontecimentos (entre 1993 e 2003), era prefeito de Jerusalém.

Livni declarou hoje que "este é um dia difícil para Israel" e que o caso "não afeta exclusivamente Olmert".

"As normas existentes são a base da fé no setor público e nas instituições do Estado", acrescentou.

Suspeito de corrupção, Olmert se viu obrigado a renunciar à Chefia de Governo de Israel em setembro.

No entanto, a incapacidade de Livni, sua sucessora à frente do Kadima, em manter a atual coalizão de Governo resultou na convocação de eleições antecipadas para 10 de fevereiro, deixando Olmert à frente do Executivo por mais quatro meses.

A renúncia do cargo por parte do primeiro-ministro em favor de Livni, que ocuparia a Chefia de Governo interinamente, poderia favorecer o aumento de sua popularidade para as eleições de fevereiro contra o líder do Likud, Benjamin Netanyahu, o favorito, segundo pesquisas.

Um artigo publicado hoje pelo jornal israelense "Ha'aretz" afirma que "Olmert está interessado em ajudar Livni exatamente tanto quanto um condenado à morte por seu carrasco", antes de destacar que o primeiro-ministro - que nega todas as acusações e suspeitas contra ele - não tem intenção de deixar a Chefia de Governo. EFE db/wr/fal

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