Livni diz que Obama não precisa intervir em conversas com palestinos

Nova York, 13 nov (EFE) - A ministra de Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse hoje que o atual processo de paz que o país sustenta com os palestinos não requer uma intervenção espetacular de Barack Obama quando esse assumir a Presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro.

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Livni afirmou que sua mensagem ao próximo líder americano é que não intervenha de forma precipitada nas negociações que Israel tem com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) desde a conferência de Annapolis (Maryland, EUA), realizada há um ano.

"Não é preciso fazer nada espetacular nestes momentos, a situação é de calma e seguimos com estas conversas de paz", assegurou a chanceler israelense em reunião com a organização judaica UJA-Federation de Nova York.

Apesar das expectativas que a vitória do senador democrata despertou no Oriente Médio, a prioridade do novo presidente deve ser a crise financeira que afeta a economia americana, considerou a ministra israelense.

Livni destacou que seu país não pressionaria os EUA para que dêem prioridade a seus problemas "um dia após uma nova Administração assumir o poder".

A ministra de Exteriores, que é candidata a primeira-ministra nas eleições israelenses de fevereiro de 2009, aconselhou a comunidade internacional a se limitar a respaldar as conversas entre israelenses e palestinos.

Ela afirmou que essa foi a mensagem que transferiu ao Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Européia e ONU) na reunião com líderes árabes e palestinos realizada no fim de semana passado em Sharm el-Sheikh, Egito.

"Não pedimos que intervenham, por favor, é uma questão bilateral.

Não queremos que tentem superar nossas diferenças, nem ponham idéias novas sobre a mesa", acrescentou.

Livni afirmou que as partes são suficientemente responsáveis para saber o que está sendo feito.

"Precisamos de ajuda é no apoio ao processo de acordo aos parâmetros e disposições que acordamos", ressaltou.

A ministra de Exteriores se referiu na reunião com os líderes judeus ao direito de retorno dos palestinos que abandonaram o atual território israelense após a guerra de 1948, um dos pontos mais espinhosos das negociações.

"Estou disposta a alcançar uma reconciliação histórica se a criação de um Estado palestino for a resposta a suas aspirações nacionais", advertiu.

Israel não pode permitir o retorno a seu território de "nenhum" dos refugiados, afirmou Livni, que está em Nova York para assistir ao diálogo inter-religioso que iniciou na quarta-feira a Assembléia Geral da ONU por iniciativa da Arábia Saudita. EFE jju/db

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