Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Livni declara vitória na sucessão de Olmert como líder do Kadima

A chanceler Tzipi Livni declarou vitória na quarta-feira em uma eleição destinada a substituir o premiê Ehud Olmert como líder do partido governista Kadima.

Reuters |

'Vocês foram simplesmente incríveis', disse Livni em uma teleconferência aos partidários que foi transmitida pela Rádio do Exército. 'E os caras bons venceram. Eu quero apenas depois não desapontar nenhum de vocês e fazer todas as coisas certas pelas quais vocês lutaram.'

Olmert telefonou para Livni para parabenizá-la pela vitória. Um porta-voz do principal concorrente de Livni à sucessão, Shaul Mofaz, disse que ele não pretende falar antes de quinta-feira.

Livni foi apontada como vencedora das eleições internas do partido Kadima nas pesquisas de boca-de-urna divulgadas na quarta-feira pelas TVs de Israel, confirmando seu favoritismo para suceder o primeiro-ministro Olmert.

Nas pesquisas dos canais 1 e 10, Livni aparecia pelo menos 10 pontos percentuais à frente de Mofaz, ministro dos Transportes, e entre 7 e 9 acima dos 40% necessários para assegurar a vitória em primeiro turno.

Dificuldades

Mas Livni ainda enfrentará vários obstáculos para substituir Olmert como premiê, tornado-se a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir na década de 1970.

Olmert já anunciou a intenção de renunciar devido à investigação que sofre por caixa-dois eleitoral, mas deve permanecer interinamente no cargo enquanto uma nova coalizão de governo é formada.

Mesmo que ela consiga controlar o partido centrista Kadima, muitos acham inevitável que ocorra uma eleição parlamentar nos próximos meses. O partido, fundado em 2005 pelo então premiê Ariel Sharon, tem apenas um quarto das cadeiras no Knesset (Parlamento).

Rivais, alguns dentro da atual coalizão, já se preparam para uma disputa nas urnas - que segundo as pesquisas favoreceria o partido direitista Likud, liderado por Benjamin Netanyahu.

'Este é um começo de um caminho muito árduo para [Livni] se tornar primeira-ministra', disse Rana Gissin, ex-assessor de Sharon. 'Ela precisa alcançar um consenso doméstico, porque do contrário o Kadima vai se descosturar.'

Na pesquisa do Canal 1, Livni vence Mofaz por 47% a 37%. No Canal 10, o resultado é 49% a 37%.

Os resultados oficiais devem sair em poucas horas. Pouco mais de metade dos 74 mil filiados votou em dezenas de seções eleitorais durante o dia.

Livni, que representa Israel no processo de paz com os palestinos, deve manter o rumo nas negociações, das quais ninguém espera muitos avanços até janeiro de 2009, quando termina o mandato de George W. Bush nos EUA.

O negociador palestino, Ahmed Qurie, disse à Reuters que Livni 'por estar imersa no processo de paz [...], deve manter os movimentos de paz conosco'. 'Saudamos a escolha do povo israelense', disse ele.

O analista Sumuel Sandler disse que 'teremos de esperar para ver' se Livni será uma primeira-ministra forte, mas afirmou que 'em Washington vão ficar muito contentes com este resultado, pois ela é ótima amiga da Condoleezza [Rice, secretária de Estado dos EUA].'

Dona de uma imagem de honestidade - contrastando com a sucessão de escândalos que culminou em Olmert -, Livni disse em nota na manhã de quarta-feira que esta seria 'uma segunda chance de moldar a imagem de Israel, consertar o dano e colocar o bem do país e de seu povo no centro'.

Advogada de direito comercial antes de entrar na carreira política, casada com um próspero empreendedor, a ministra provavelmente manterá as políticas de livre-mercado do atual governo.

'Ela aparece como a 'Sra. Limpa', o que lhe deu ímpeto, e a mídia estava do seu lado. Mas ela ainda terá de formar uma coalizão. Embora isso fique mais fácil se a margem da sua vitória se mostrar tão grande quanto as pesquisas sugerem.'

 

Leia tudo sobre: israel

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG