Livni considera alternativas para coalizão em Israel

JERUSALÉM (Reuters) - A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, consultou conselheiros neste sábado para decidir se pede ao presidente para convocar eleições ou se empenha esforços para formar um governo com pequeno apoio no Parlamento. Livni, nova líder do partido Kadima e sucessora designada do primeiro-ministro Ehud Olmert, afastado após escândalos, enfrentou um retrocesso na sexta-feira, quando o partido Shas abandonou as negociações para uma coalizão, devido a objeções na divisão de Jerusalém num eventual acordo de paz com os palestinos e sobre a política de bem-estar social.

Reuters |

Emissoras de televisão israelenses disseram que eleições parlamentares podem acontecer em meados de fevereiro, caso Livni decida informar o presidente israelense, Shimon Peres, que não conseguirá formar um governo. As eleições estavam originalmente marcadas para 2010.

A antecipação da eleição em Israel pode matar definitivamente as já escassas chances de um acordo de paz com os palestinos até o fim deste ano, como querem os Estados Unidos.

Aliados políticos disseram que Livni pode ainda formar uma pequena maioria parlamentar com três outros partidos e com o Partido Trabalhista, liderado pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, que já sinalizou uma aprovação inicial para um acordo.

"Não é tarde demais", disse Tzahi Hanegbi, um aliado de Livni e deputado do Kadima envolvido nas negociações, à emissora israelense Channel 2.

"Se nós conseguirmos estabelecer um governo funcional, ele será estabelecido", disse Hanegbi.

Livni pode também optar contra a formação de uma coalizão reduzida, segundo algumas fontes, à medida que um apoio parlamentar limitado possa restringir sua capacidade de tomar decisões.

Hanegbi disse que Livni pode decidir neste sábado se vai desistir das negociações para a coalizão, uma ação que pode provavelmente levar a uma eleição nacional em meses, deixando a Olmert o cargo de primeiro ministro interino.

Livni colocou o domingo como o prazo máximo para estabelecer um novo governo, apesar da lei que garante a ela o prazo até 3 de novembro.

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