Lituânia proíbe símbolos soviéticos e nazistas

O Parlamento da Lituânia aprovou medidas para restringir a exibição pública de símbolos soviéticos e nazistas, na legislação mais rigorosa sobre o tema adotada entre os 15 países que formavam a antiga União Soviética. A proibição foi ampliada para incluir não só emblemas, como também imagens de líderes soviéticos e o antigo hino nacional do bloco.

BBC Brasil |

A legislação não especifica se as restrições se extendem ao hino nacional russo atual, que emprega música soviética, com uma letra diferente.

Decisão semelhante, mas menos rigorosa, havia sido adotada pelo país vizinho, a Estônia. Lá, a decisão de colocar a suástica e foice e martelo em pé de igualdade foi considerada pela Rússia como uma "blasfêmia", e como uma tentativa de reescrever a história.

A Lituânia considera os símbolos propaganda e afirma que nazistas e soviéticos eram parte de regimes de ocupação.

Mas a interpretação oficial em Moscou é que os Estados bálticos da Lituânia, Letônia e Estônia foram liberados da Alemanha Nazista pela União Soviética e decidiram, voluntariamente, integrar o bloco.

Estes antigos Estados soviéticos acreditam que foram ocupados ilegalmente como resultado de um acordo secreto - o Pacto Molotov-Ribbentrop - entre a União Soviética e a Alemanha Nazista. A ocupação continuou até a desintegração do Estado soviético, no final de 1991.

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