VILNIUS (Reuters) - Os lituanos votam neste domingo em eleições presidenciais onde provavelmente vencerá a comissária de orçamento da União Europeia (UE), Dalia Grybauskaite, em um momento de profunda recessão econômica e um desencanto generalizado em relação à classe política. Grybauskaite é uma candidata independente, com uma popularidade conquistada por ser uma boa oradora e líder competente, enquanto os principais partidos políticos não recebem muito apoio diante da crise e de uma série de denúncias de corrupção.

"Nossa classe política local está tão chata para as pessoas, e os eleitores querem ver caras novas...Nestes tempos difíceis posso dar minha experiência e conhecimento ao meu país", afirmou a candidata a jornalistas depois de votar na capital lituana, Vilnius.

Grybauskaite, de 53 anos e ex-ministra das finanças, já sinalizou que acha que a Lituânia deve estabilizar seus gastos públicos, estimular as exportações, absorver rapidamente a ajuda da UE e promover corte de impostos para os pequenos e médios empresários.

Acredita-se que ela vença ainda no primeiro turno, mas a candidata pode enfrentar um segundo turno para se tornar a primeira presidente de um Estado da região báltica. A Lituânia teve uma primeira ministra no início da década de 90.

Uma recente pesquisa de opinião mostrou que Dalia tem 60 por cento das intenções de voto, enquanto seu rival mais próximo, o líder de oposição democrata Algirdas Butkevicius, tem 8,4 por cento.

(Reportagem de Nerijus Adomaitis)

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