A gaúcha Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, é a única brasileira que aparece na lista dos 100 moradores mais ricos da Grã-Bretanha, segundo uma lista anual publicada pelo jornal britânico Sunday Times. No ano passado, Safra tinha ficado em 156 lugar no ranking dos mais ricos e subiu para a posição 87 na lista, que compila as mil maiores fortunas do país.

Apesar da melhor colocação, o jornal destaca que a fortuna de Safra permanece estimada em ú504 milhões (cerca de R4 1,6bi).

Lily Safra aparece ainda na lista dos maiores doadores para instituições de caridade britânicas. Neste ranking, a gaúcha ficou na 20 posição, tendo doado recentemente cerca de ú32 milhões (R$102 mi).

Entre os 20 primeiros colocados também está o banqueiro e ex-ator Michel de Carvalho, filho de um brasileiro e uma inglesa. Ele aparece na 7 posição, ao lado da mulher, Charlene, herdeira da cervejaria holandesa Heineken.

O casal também melhorou a colocação no ranking em relação ao ano passado, quando apareciam em 12 posição, com uma fortuna estimada em ú3,6 bilhões (R$12 bi). Apesar da melhora na colocação, a fortuna do casal caiu neste ano para ú2,9 bi (cerca de R$ 9 bi).

Crise
O magnata do setor siderúrgico Lakshmi Mittal, nascido na Índia, permaneceu na liderança na lista dos bilionários da Grã-Bretanha, com uma fortuna estimada em ú10 bilhões (R$32 bi). Apesar de continuar no topo do ranking, o jornal destaca que Mittal perdeu cerca de ú17 bilhões de sua fortuna - uma queda de 61% com relação ao ano anterior.

"O tumulto no mercado de ações e o receio de queda na demanda por aço diminuíram a fatia da família na Arcelor Mittal de um recorde de ú33 bilhões em junho de 2008 para cerca de #8,2 bi", afirma o Sunday Times.

Atrás de Mittal aparece o russo Roman Abramovich, dono do time de futebol Chelsea, de Londres, com uma fortuna de ú7 bilhões (R$22bi) - uma queda de quase ú5 bi em relação à fortuna estimada em 2008.

O Sunday Timesafirma que, somadas, as fortunas dos mil mais ricos da Grã-Bretanha totaliza cerca de ú258 bilhões (R$ 830 bi), uma perda de cerca de ú155 bi (R$499 bi) com relação a soma de 2008.

De acordo com o jornal, a queda de 37% no valor da fortuna representa o pior desempenho desde que a publicação começou a compilar a lista, há 21 anos.

O jornal destaca que a queda se deve especialmente aos efeitos da crise econômica global.

"A queda no mercado de ações e na confiança [dos investidores], a crise bancária e as discussões sobre uma completa recessão que pode virar uma depressão destruíram a riqueza como nunca antes registrado", afirma Philip Beresford, responsável pela compilação.

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