Lily Allen se opõe ao compartilhamento de músicas pela internet

Londres, 15 set (EFE).- A cantora inglesa Lily Allen, que faz dois shows no Brasil nesta semana, criticou nesta segunda-feira a decisão de bandas como Radiohead e Pink Floyd de liberar o compartilhamento de suas músicas na internet, o que é um desastre para os novos talentos que tentam se firmar.

EFE |

Em texto publicado em sua página no MySpace, Allen diz que o compartilhamento de arquivos está transformando a indústria musical britânica em "marionetes pagas por Simon Cowell", diretor da gravadora Sony e jurado de diversos programas de televisão que revelam cantores, como "Britain's Got Talent", que deu fama a Susan Boyle.

"Acho que a pirataria musical tem um efeito perigoso na música britânica, mas alguns artistas realmente ricos e bem-sucedidos como Nick Mason, do Pink Floyd, e Ed O'Brien, do Radiohead, não pensam a mesma coisa", escreve a cantora em seu blog no MySpace.

O texto de Allen é uma resposta a um artigo publicado recentemente no jornal "The Times", no qual Mason e O'Brien, junto a outros músicos reunidos na chamada "Featured Artists Coalition", defendem o compartilhamento de arquivos de música na rede.

Para a cantora, Mason e O'Brien têm tal postura porque "fazem turnês esgotadas em estádios e têm as maiores coleções de Ferraris do mundo".

"Ninguém começa sua carreira musical com Ferraris. Na verdade, você contrai uma enorme dívida com sua gravadora e passa anos trabalhando para pagá-la", diz Allen.

"Eu acabei de pagar todo o dinheiro que devia à minha gravadora.

Tenho sorte de ter tido sucesso e poder devolvê-lo, mas nem todos têm a mesma sorte", afirma a cantora inglesa.

Lily Allen faz show nesta quarta-feira no Via Funchal, em São Paulo. No dia seguinte, a cantora sobe no palco montado na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. EFE fpb/bba

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