Liliane Bettencourt é interrogada em casa por agentes financeiros

Filha de bilionária francesa pediu a tutela de sua mãe, argumentando que ela não estaria em condições de gerir sua fortuna

iG São Paulo |

A multimilionária herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, foi interrogada nesta segunda-feira por agentes da brigada financeira da polícia francesa.

Os encarregados da investigação do escândalo que rodeia à multimilionária tratarão de esclarecer algumas das incógnitas sobre seu patrimônio e sobre a investigação preliminar aberta pela Promotoria de Nanterre por suposta fraude e evasão fiscal.

Recém chegada de suas férias em Formentor (Mallorca), Bettencourt, de 87 anos, recebeu os agentes em sua casa em Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris.

Depois de Bettencourt será a vez do ministro do Trabalho, Eric Woerth, suspeito de um crime de "conflito de interesses" por supostamente ter intervindo para que sua esposa conseguisse trabalho na empresa que administra a fortuna da herdeira de L'Oréal, ser questionado.

Escândalo familiar e denúncias de corrupção

A dona do império L'Oréal se encontra em meio a uma trama que saiu à luz quando sua única filha, Françoise Meyers-Bettencourt, recorreu aos tribunais para pedir uma tutela judicial para sua mãe, argumentando que ela não estava em condições de tramitar sua fortuna, e para denunciar o amigo da idosa, o fotógrafo François-Marie Banier, por se aproveitar economicamente dela .

A crise familiar virou um escândalo com ramificações políticas e financeiras no qual vazaram gravações secretas de mordomos e declarações de ex-assessores fiscais que chegaram a salpicar no presidente da França, Nicolas Sarkozy, e que seguem pondo em apuros o ministro Woerth.

Sarkozy nega acusações

O presidente francês Nicolas Sarkozy classificou de "calúnias com o objetivo de difamar" as acusações de que sua campanha presidencial de 2007 recebeu financiamento ilegal da herdeira do grupo L'Oréal por meio de Woerth.

O presidente francês lamentou que atualmente "haja mais interesse pela pessoa que cria um escândalo do que pela pessoa que cura, que trabalha ou que constrói".

O ministro do Trabalho também negou terminantemente ter recebido dinheiro ilegal de Bettencourt e rejeitou renunciar. "Nunca recebi no plano político o mínimo euro que não fosse legal", afirmou Woerth.

* Com AFP e EFE

    Leia tudo sobre: FrançaNicolas Sarkozyeleiçõescorrupção

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG