Ligações com Mianmar derrubam assessores de McCain

Dois assessores do candidato republicado à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, renunciaram depois da revelação de que a empresa de lobby deles trabalhou para melhorar a imagem da junta militar de Mianmar nos Estados Unidos.

BBC Brasil |

Segundo o correspondente da BBC em Washington James Coomarasamy, a revelação é extremamente desconfortável para John McCain, cujo site traz condenações fortes contra o governo militar de Mianmar, que vem sendo criticado por restringir o acesso de agências de ajuda humanitária aos afetados pelo ciclone Nargis no país.

Doug Goodyear dirige a empresa de lobby DCI e havia sido escolhido por McCain para coordenar a convenção do Partido Republicado em setembro.

Ele renunciou depois que a revista Newsweek revelou a ligação da empresa, no passado, com o governo de Mianmar. Goodyear disse não querer ser uma "distração" na campanha e descreveu o atual comportamento das autoridades birmanesas como repreensível.

O outro assessor que está deixando a campanha de McCain é Doug Davenport, que trabalha para a DCI e teria sido responsável por uma campanha lançada, em 2002, pelo governo de Mianmar para melhorar sua imagem nos Estados Unidos. A campanha incluía denúncias contra o governo Bush pelo que descrevia como falsas acusações de abusos de direitos humanos em Mianmar.

James Coomarasamy diz que apenas a presença de lobistas na campanha de McCain já é um fato polêmico, uma vez que o candidato promete lutar contra a influência de interestes especiais em Washington.

No entanto, segundo Coomarasamy, o fato de que dois assessores estiveram ligados a interesses que enfrentam atualmente condenação internacional é motivo de uma preocupação ainda maior para o candidato republicano.

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