Ligação com lobby derruba assessor de McCain

Washington - Um tesoureiro do comitê de John McCain abandonou a campanha republicana por ter tido ligação com atividades de lobby, confirmou uma fonte do comitê no domingo.

Reuters |

O ex-deputado texano Thomas Loeffler, que era co-presidente nacional de finanças, é o quinto funcionário do comitê a deixar a campanha nas últimas semanas devido a ligações com lobistas, o que caracteriza um possível conflito de interesses.

Como candidato, McCain dá muita ênfase à ética e à transparência. Na semana passada, passou a exigir que os assessores ligados a lobistas se afastem deles ou da campanha.

A revista Newsweek disse que o escritório de lobby de Loeffler recebeu quase 15 milhões de dólares da Arábia Saudita desde 2002, além de vários outros milhões vindos de outros governos e empresas do exterior, como uma empresa aeroespacial francesa interessada em contratos com o Pentágono.

Fazendo campanha no Oregon, Barack Obama, o favorito entre os candidatos democratas, disse que seu rival republicano parece 'bastante ser uma criatura de Washington'.

'E parece que nas últimas semanas John McCain continua tendo problemas com o fato de seus principais assessores serem lobistas, em alguns casos para governos estrangeiros e outros grandes interesses que estão atuando em Washington', afirmou.

'Não acho que esse seja o tipo de mudança que o povo norte-americano esteja esperando.'

O comitê de McCain reagiu acusando Obama de adotar o mesmo tipo de 'velha política' que ele diz rejeitar.

'A campanha de McCain recentemente adotou uma rígida política à qual todos os funcionários têm de obedecer. Muita gente boa pode ter um conflito que não seja reconciliável', disse Tucker Bonds, porta-voz do candidato republicano.

'Arrastar os nomes de pessoas boas pela lama publicamente, como faz Barack Obama, é o pior tipo de assassinato de caráter, especialmente quando ele não torna públicos os nomes desses assessores', acrescentou Bonds.

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