Liga Árabe: Vazio presidencial no Líbano traz risco à região

Beirute, 2 mai (EFE) - O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, reiterou hoje que o vazio presidencial no Líbano constitui um verdadeiro perigo não só para o país, mas também para a região.

EFE |

"O prolongamento do vazio presidencial no Líbano constitui um verdadeiro perigo e poderia ter repercussões negativas em toda a região", afirmou Moussa durante o fórum econômico árabe, realizado em um hotel de Beirute.

O Líbano está sem presidente desde novembro, e as 18 sessões parlamentares convocadas para preencher este vazio fracassaram, pois os deputados não conseguiram escolher um sucessor ao ex-chefe de Estado Émile Lahoud, após divergências entre a maioria e a oposição.

"Atualmente, é preciso aplicar a iniciativa árabe", acrescentou, indicando que o apelo do chefe do Parlamento Nabih Berri para retomar o diálogo faz parte desta.

O secretário-geral da Liga Árabe acrescentou que é possível "superar a crise, que não está estagnada, mas avança de modo lento".

Além do vazio presidencial, o Parlamento libanês está parado há 17 meses e seu Governo é reconhecido só por uma parte da população.

"Sugerimos a eleição imediata de um presidente seguida de consultas parlamentares obrigatórias para formar um Governo de união nacional e a realização de eleições legislativas de acordo com uma lei eleitoral justa", acrescentou, lembrando a essência da "iniciativa árabe" promovida pela Liga.

Também disse que era "estranho que a iniciativa árabe não seja aplicada quando todas as partes a aceitaram".

Moussa, que chegou na quinta-feira a Beirute, se reuniu com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, o chefe do Parlamento Nabih Berri, o comandante do Exército, general Michel Sleiman, candidato consensual à Presidência, com o general Michel Aoun e com o deputado Michel Murr. EFE ks/db

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