Liga Árabe se declara disposta a colaborar com Obama

Cairo, 24 jun (EFE).- Os 22 países da Liga Árabe se mostraram dispostos hoje, no Egito, a colaborar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para resolver o conflito no Oriente Médio.

EFE |

A postura foi anunciada depois de uma reunião de urgência dos ministros de Exteriores árabes, realizada na sede da Liga, para adotarem uma postura comum em relação ao discurso de Obama, feito no dia 4 de junho, no Cairo.

O líder dos EUA manifestou em seu discurso, dirigido ao mundo muçulmano, seu desejo de iniciar uma nova relação entre o Ocidente e o mundo árabe e islâmico, assim como dar um impulso no processo de paz entre árabes e israelenses.

Na reunião de hoje, somente dez dos chefes da diplomacia dos 22 países da Liga Árabe participaram, enquanto o resto dos Estados foi representado por subsecretários de Exteriores ou delegados permanentes da organização.

Em comunicado, divulgado depois da reunião, os participantes expressaram sua satisfação "pelos aspectos positivos do discurso de Obama" e, por isso, afirmaram que "adotarão os passos necessários para respaldar a postura americana em busca da paz" no Oriente Médio.

Nesse sentido, reafirmaram a necessidade de basear essa paz no estabelecimento de um Estado palestino independente, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

Além disso, os representantes árabes expressaram aprovação à postura de Obama, que pede o fim imediato e total da construção de assentamentos judaicos nos territórios palestinos, incluindo Jerusalém Oriental.

Nesse sentido, disseram que "o reatamento das negociações palestino-israelenses requer que Israel pare a construção e ampliação desses assentamentos, além das práticas ilegais em Jerusalém Oriental, assim como o fim do bloqueio sobre a Faixa de Gaza".

Os participantes também indicaram que a libertação de todos os presos palestinos e de outros países árabes é um dos requisitos para propiciar uma atmosfera adequada para retomar as conversas de paz.

Arábia Saudita, Jordânia, Tunísia, Catar, Síria, Sudão, Somália, Iêmen, Omã, Kuwait, Líbia e Ilhas Comoro enviaram delegações à reunião. EFE aj/pd

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