Liga Árabe pede que Gaza volte à situação anterior à ocupação do Hamas

Cairo, 8 set (EFE) - A Liga Árabe expressou hoje a necessidade de que a situação da Faixa de Gaza volte à anterior a junho de 2007, quando foi ocupada à força pelo grupo radical palestino Hamas, para conseguir uma reconciliação interpalestina. Hamas expulsou, após fortes confrontos, os seguidores do grupo palestino rival, o Fatah, que responde perante o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Os ministros das Relações Exteriores dos países da Liga Árabe, reunidos hoje nesta capital, aprovaram uma resolução na qual pedem que se retorne (em Gaza) à situação que estava antes de meados de junho passado. O comunicado, que não menciona diretamente o Hamas, informa que esse passo é importante para preparar o ambiente para o começo de um dialogo nacional e para conseguir a reconciliação nacional, e, assim, reafirmar a unidade dos territórios palestinos. A ocupação da Faixa de Gaza representou a divisão entre as duas maiores facções palestinas. Países como o Egito estão tentando mediar para superar estas diferenças e a fim de que o movimento palestino possa apresentar uma frente comum.

EFE |

"Os ministros advertem de que, se persistir a situação atual (em Gaza), isso afetará negativamente a luta e a causa do povo palestino", diz a resolução aprovada no final da reunião ministerial da Liga Árabe.

Além disso, o comunicado expressa apoio aos esforços dos países árabes, "principalmente os desenvolvidos pelo Egito, para terminar com a divisão interna palestina e para conseguir a reconciliação nacional".

Em seu comunicado, a Liga Árabe insiste na necessidade de que haja uma "paz justa e global" no Oriente Médio, que só se alcançará "com a retirada total (de Israel) dos territórios palestinos e árabes ocupados".

"A Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental constituem uma unidade geográfica indivisível. Rejeitamos qualquer tentativa de que tenha como objetivo dissociar os territórios palestinos e também todas as medidas unilaterais adotadas por Israel" nesse sentido, acrescenta a nota. EFE aj/db

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