Liga Árabe pede apoio sul-americano a candidato egípcio à Unesco

Rio de Janeiro, 21 mai (EFE).- A Liga Árabe pediu hoje o apoio dos países sul-americanos à candidatura do ministro da Cultura egípcio, Farouk Hosni, para dirigir a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pela grande experiência e colaboração ao desenvolvimento da arte e da cultura.

EFE |

O pedido foi feito pela subsecretária de Assuntos Sociais da Liga Árabe, Sima Bahouth, em discurso na 2ª Reunião de Ministros de Cultura da Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), realizada hoje no Rio de Janeiro.

Bahouth agradeceu o apoio à candidatura de Hosni por parte de Brasil, Chile e Guiana, apesar de haver dois diplomatas brasileiros na disputa para liderar o organismo.

A candidatura de Hosni para suceder o japonês Koichiro Matsuura à frente da Unesco esteve cercada de polêmica por declarações do ministro egípcio consideradas antissemitas.

Em entrevista ao jornal "O Globo", Hosni afirmou que queimaria pessoalmente todos os livros israelenses que encontrasse em bibliotecas egípcias, mas depois se corrigiu e alegou que se tratava de uma metáfora.

Durante discurso na reunião de ministros da Cultura, a representante da Liga Árabe pediu aos titulares sul-americanos para apoiar Jerusalém como Capital Cultural do Mundo Árabe em 2009.

Já o representante da União de Nações Sul-americanas (Unasul), o chileno Emilio Lamarca, destacou o valor e a importância da cultura na união dos povos.

Lamarca deu como exemplo o recente memorando de entendimento assinado entre Chile e Bolívia, dois países "com uma realidade nem sempre fácil", e cujo primeiro acordo formal faz referência, precisamente, à área de colaboração cultural entre os dois. EFE edv/db

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