Liga Árabe destaca esforços dos EUA contra assentamentos judaicos

Cairo, 27 jul (EFE).- A Liga Árabe destacou hoje os esforços dos Estados Unidos para conter os assentamentos judaicos nos territórios palestinos, nas tentativas de reativar o processo de paz no Oriente Médio.

EFE |

Assim afirmou o secretário-geral da organização pan-árabe, Amre Moussa, depois de se reunir com o enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, que esteve hoje no Cairo, após passar por Síria e Israel.

Em entrevista coletiva após a reunião, Moussa afirmou que, nos contatos com a Administração dos EUA, percebeu "o empenho" em seguir adiante para reativar os esforços de paz, postura mostrada pelo presidente americano, Barack Obama, em mais de uma ocasião.

Nestes esforços, destacou "as chamadas para o fim da construção de assentamentos, assunto no qual concordam todas as partes envolvidas".

O responsável da Liga Árabe lembrou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, foi claro em dizer que as negociações de paz são incompatíveis com a continuação da política de colônias em território palestino.

Moussa reiterou que a postura dos países árabes é determinada pela Iniciativa para a Paz Árabe anunciada na cúpula realizada em 2002, em Beirute.

Este plano propõe o reconhecimento de Israel por todos os países árabes, em troca da retirada dos territórios ocupados em 1967 e da criação de um Estado palestino.

No entanto, a Liga Árabe considera que "Israel continua com intransigências e expulsões" sobre a política de assentamentos.

"Insiste em aumentá-los. Não vimos nenhum gesto de Israel ao qual possamos responder positivamente nas negociações e, por conseguinte, não existe nenhuma base para discutir a normalização árabe em relação a Israel", disse.

Moussa também ressaltou que o quarteto internacional de negociação, formado por EUA, Rússia, União Europeia e ONU, pediu que Israel suspenda a construção de novas colônias na Cisjordânia e em Jerusalém, e coloque fim ao bloqueio à Faixa de Gaza.

Neste sentido, condicionou as negociações ao futuro dos assentamentos.

"Os países árabes não darão passos antes que Israel pare os assentamentos", disse.

Mitchell afirmou que os assentamentos são "o maior" dos obstáculos ao processo de paz, mas destacou "um progresso notável e claro, e de maneira geral". EFE aj-jrg/an

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