Lieberman rejeita definição de prazo para criação de Estado palestino

Jerusalém, 4 jan (EFE).- O ministro israelense de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman, rejeitou hoje diante do enviado do Quarteto para o Oriente Médio, Tony Blair, todo diálogo com os palestinos que estabeleça data limite para um Estado Palestino.

EFE |

"É importante manter um diálogo aberto e honesto com os palestinos sem gerar ilusões longe da realidade e que unicamente levem a violência e a frustração", disse Lieberman, segundo um comunicado de seu escritório.

Para o chefe da diplomacia israelense, "não é realista" querer alcançar "um acordo sobre as fronteiras finais em nove meses ou um completo (sobre todos os temas em disputa) em dois anos".

Lieberman fazia referência à informação publicada hoje pelo jornal egípcio "Al-Ahram", de que a Casa Branca apresentará um plano de paz em que Israel teria de comprometer a criar um Estado palestino dois anos após o retorno às negociações.

O diálogo de paz está paralisado há mais de um ano e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) recusa retomá-lo até que Israel pare totalmente a ampliação dos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, uma de suas obrigações no marco do Mapa de Caminho, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madri (a ONU, os EUA, a UE e Rússia).

A ANP, presidida por Mahmoud Abbas, quer que o retorno ao diálogo não seja do zero, mas a partir do que já avançou com o anterior primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e que contenha prazos claros de cumprimento.

Nesta manhã, depois de se reunir na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh com seu colega Hosni Mubarak, Abbas repetiu que "as negociações com Israel reiniciarão no momento da interrupção das construções nos assentamentos e do reconhecimento da legitimidade internacional" de um Estado palestino.

Segundo a agência oficial de notícias egípcia "Mena", Mubarak falou com Abbas sobre os esforços que seu país desempenha para que Israel pare a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados.

Mubarak falou ainda sobre os contatos que mantém no Cairo com a Administração americana para impulsionar o processo de paz árabe-israelense e da próxima visita do ministro de Assuntos Exteriores, Ahmed Aboul Gheit, e do chefe dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman, a Washington no próximo dia 8.

Conforme a agência oficial jordaniana "Petra", o rei Abdullah II da Jordânia abandonou nesta manhã seu país para dirigir-se a Sharm el-Sheikh, onde está prevista uma reunião com Mubarak para falar dos esforços necessários para impulsionar o processo de paz palestino-israelense, entre outros assuntos. EFE ap/dm

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