Lieberman lamenta decisão de Londres de expulsar diplomata israelense

Jerusalém, 23 mar (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, lamentou a decisão anunciada hoje pelo Reino Unido de expulsar um diplomata israelense do país.

EFE |

A medida é uma represália à conivência de Israel na falsificação dos passaportes britânicos usados pelos supostos assassinos do líder do Hamas Mahmoud Al-Mabhuh, encontrado morto em um quarto de hotel de Dubai em janeiro deste ano.

"Damos grande importância às nossas relações com Grã-Bretanha.

Mantemos com esse país um diálogo (político) em várias questões sensíveis e lamentamos a decisão", disse Lieberman.

A Polícia dos Emirados Árabes Unidos (EAU) diz que os supostos assassinos de Mabhuh têm ligação com o Mossad, o serviço secreto israelense no exterior. O grupo também utilizou passaportes irlandeses, franceses e alemães, alguns de pessoas dessas nacionalidades que residem em Israel há anos e que garantem não ter saído do país naquele momento.

Em seu discurso no Parlamento do Reino Unido, o ministro de Assuntos Exteriores do país, David Miliband, afirmou ter "motivos convincentes" para crer que Israel foi "responsável" pela operação e classificou como "intolerável" o uso ilícito dos documentos, em um caso que esfriou as relações entre ambos os países.

O fato de Israel ser "um Estado amigo", acrescentou, faz com que "o insulto seja mais doloroso".

Diante das denúncias, Lieberman, que se reuniu com Miliband na segunda-feira, disse à imprensa local que Londres não apresentou nenhuma prova a Israel sobre seu suposto envolvimento no caso nem na falsificação dos passaportes.

Esta não é a primeira vez que o Reino Unido expulsa um diplomata israelense.

Em junho de 1988, um membro da embaixada de Israel em Londres foi expulso do Reino Unido por seu suposto envolvimento em uma operação do Mossad que pretendia localizar um membro da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como agente duplo em solo britânico.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava hoje com o presidente americano, Barack Obama, em Washington e não fez nenhum comentário a respeito. Um de seus porta-vozes em Israel não falou sobre o assunto ao ser perguntado pela Agência Efe. EFE elb/bba

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