Lieberman assegura que Governo de Israel está preparado para negociar paz

Nações Unidas, 19 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, assegurou hoje na sede das Nações Unidas que seu país está preparado para iniciar um diálogo em prol da paz com os palestinos e as demais nações da região.

EFE |

"Estamos preparados para estabelecer conversas de paz com os palestinos e com todos os demais países de nossa região", disse Lieberman à imprensa ao término de uma reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Agora há "uma boa oportunidade de começar o diálogo com os palestinos", afirmou o ministro.

Ele acrescentou que "para isso, é preciso criar uma dinâmica positiva em ambos os lados", ao mesmo tempo em que assinalou que seu país "tem uma posição, não condições prévias" para iniciar esse diálogo.

Lieberman ressaltou que "é bom começar sem condições prévias, para que cada parte tente convencer a outra".

Perguntado sobre um dos principais empecilhos para a retomada dessas conversas, a questão dos assentamentos, o ministro israelense negou que isso seja um problema e que não possa haver um "entendimento" a respeito com a Administração do presidente americano, Barack Obama, que diverge da postura de Tel Aviv.

"Acho que os assentamentos (na Cisjordânia) não são um obstáculo para conseguir a paz", afirmou Lieberman. "Antes de 1967, e inclusive antes do estabelecimento do primeiro, a situação era a mesma" que agora, segundo ele.

De acordo com o responsável pela diplomacia israelense, quando o país desmantelou 24 assentamentos e transferiu dez mil pessoas para outros pontos de seu território, as milícias do movimento radical islâmico Hamas "continuaram a lançar mísseis" contra as cidades do Estado judeu.

"Os assentamentos são uma desculpa para tratar de evitar as conversas de paz", acrescentou.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pronunciou na semana passada um discurso no qual, pela primeira vez, aceitou a criação de um Estado palestino, embora também tenha exigido uma série de condições à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para alcançá-lo em futuras negociações, as quais retirou depois. EFE emm/bba

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