Lieberman: Árabes-israelenses devem ir para Estado palestino

Chanceler de Israel propõe que negociações de paz exijam Estado palestino acolher 1,3 milhão de árabes com cidadania israelense

EFE |

AP
Chanceler israelense, Avigdor Lieberman, visitou o Brasil em maio deste ano (foto de arquivo)
O ministro de Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, propôs neste domingo que, nas atuais conversas de paz para o Oriente Médio, se analise a possibilidade de o Estado palestino acolher o 1,3 milhão de árabes com cidadania israelense.

"Nosso princípio que deverá guiar as negociações com os palestinos não deve ser 'territórios por paz', mas uma troca de territórios e de povos", declarou Lieberman à imprensa, em sua chegada à reunião do conselho semanal de ministros em Jerusalém

O chefe da diplomacia israelense e também líder do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu ressaltou também que, de acordo com essa "troca", os assentamentos judaicos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental deveriam ficar sob soberania israelense.

Outra das questões às quais se referiu o ministro de Exteriores e que foi bandeira da campanha eleitoral de seu partido nas eleições de 2009 foi a lealdade que, segundo ele, os palestinos com cidadania israelense - árabes-israelenses - devem ter para com Israel.

"A questão dos cidadãos de Israel deve ser uma das centrais na mesa de negociações, frente à rejeição palestina a reconhecer Israel como Estado judeu", acrescentou.

Lieberman se referiu ao comunicado da Liga Árabe que expressou a rejeição a reconhecer Israel como Estado judeu: "É exatamente este detalhe o que nos obriga a abordar a questão dos árabes-israelenses nas negociações".

E acrescentou: "Pessoas como a deputada (árabe-israelense) Haneen Zoabi e o chefe do braço norte do Movimento Islâmico em Israel, Raed Salah, estão lutando contra o sionismo e, no que diz respeito a mim, deveriam ir embora e se transformar em cidadãos da Autoridade Palestina".

Haneen é deputada do Parlamento de Israel e participou da campanha de solidariedade com a Faixa de Gaza a bordo de uma das embarcações da frota humanitária atacada em 31 de maio por Israel, em uma abordagem na qual morreram nove ativistas.

Vários deputados árabes responderam com ira às declarações de Lieberman.

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