Líderes regionais estão abertos a diálogo com Morales, diz OEA

Por Pav Jordan SANTA CRUZ (Reuters) - Os líderes bolivianos que estimulam polêmicos processos de autonomia no país expressaram nesta quarta-feira disposição para dialogar com o governo afim de evitar a violência, mas ainda resistem a voltar atrás em suas demandas, segundo declarações de um enviado da OEA. O indício da moderada abertura surgiu quatro dias antes de um referendo sobre um estatuto de autonomia no rico departamento de Santa Cruz, organizado pelo governador local em desacato ao presidente Evo Morales e à Corte Nacional Eleitoral.

Reuters |

O secretário de assuntos políticos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Dante Caputo, disse depois de se reunir com Morales e com os governadores Rubén Costas, de Santa Cruz, e Manfred Reyes Villa, de Cochabamba, que um diálogo é possível, e sugeriu que se realizasse depois do referendo de domingo.

'Tenho a sensação que este encontro teve o forte compromisso de esgotar todos os meios possíveis para que não apareça a violência', declarou Caputo ao sair da oficina de Costas, que por sua vez se dispunha a encerrar a campanha pelo 'sim' no estatuto de autonomia.

Caputo acrescentou que Morales e os governadores concordaram que um diálogo deveria acontecer 'em respeito ao princípio de não-violência e garantia da continuidade democrática'.

Entretanto, Costas seguiu firme e disse em breve contato com jornalistas que o referendo de Santa Cruz se realizará 'de qualquer maneira'.

Enquanto Reyes Villa, que não busca autonomia mas respaldada abertamente os autonomistas, afirmou que o encontro com Caputo foi positivo.

'Mostramos nossa vontade de diálogo, de poder chegar a soluções estruturais que tragam paz ao país', disse Reyes Villa.

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