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Líderes progressistas são pressionados a dar resposta social à crise

Governantes da centro-esquerda, entre eles o vice-presidente americano Joe Biden e o premier britânico Gordon Brown, participam nesta sexta-feira no Chile de uma cúpula de progressistas, com os líderes sul-americanos pressionando para que deem uma resposta social significativa à crise.

AFP |

Chefes de Estado e de governo, entre eles o espanhol Jose Luis Zapatero e o norueguês Jens Stoltenberg, assim como o presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva, dirigiram-se à estação balneária de Vina del Mar, a oeste de Santiago, para esta conferência de dois dias.

Em artigo alusivo à reunião, a presidente socialista do Chile, Michelle Bachelet, fez um apelo aos colegas de centro-esquerda para aproveitar a oportunidade de "mudar o curso da história", e abrir uma "nova etapa na globalização", agora mais inclusiva e centralizada em políticas públicas.

"Podemos forjar um novo contrato social global, porque ou governaremos juntos o século 21, ou ninguém o governará", escreveu Bachelet no artigo publicado, entre outros, nos jornais El Pais de Madri e no El Mercurio de Santiago.

O governo chileno havia destacado durante a semana esperar do encontro de Vina del Mar "uma forma diferente de enfrentar a crise, com uma forte preocupação social".

Neste primeiro "Fórum mundial de centro-esquerda" a se realizar na América do Sul, o presidente Lula expressou a convicção de que o contexto de recessão deve "reforçar ainda mais as políticas sociais", informou um porta-voz do governo.

Para o chefe de Estado brasileiro, a crise "não deve servir de pretexto para anular as conquistas recentes em favor dos setores mais necessitados", segundo o porta-voz.

Na quinta-feira, Lula havia evocado com fortes metáforas a injustiça sentida nas economias emergentes, onde "mais uma vez, uma parte dos pobres do mundo, que não se beneficiaram da globalização, são as primeiras vítimas" de uma crise financeira global, provocada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, argumentando que não conhecia "nenhum banqueiro negro"; Lula falou sobre o assunto ao lado de um Gordon Brown impassível.

A "cúpula de progressistas", realizada pela primeira vez em 1999 por iniciativa do presidente americano da época, Bill Clinton, está em sua sexta edição. Acontece alguns dias antes da reunião dos 20 maiores países industrializados e emergentes (G-20) no dia 2 de abril em Londres.

Bachelet disse esperar do G-20 uma coordenação de políticas públicas para conter o desmoronamento da demanda, mas também "uma profunda reforma do Fundo Monetário Internacional, recapitalizado e mais democrático em sua governança" com mais poderes concedidos aos bancos regionais, "para combater a crise nos países que mais precisam".

Bachelet, Lula e Brown participam da sessão plenária em Vina del Mar agora à noite.

O vice-presidente americano Joe Biden, que está no Chile, consulta vários dirigentes sul-americanos para preparar com eles a cúpula das Américas prevista para meados de abril em Trinidad Tobago, e que será o primeiro grande encontro do continente com Barack Obama.

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