Líderes pedem a Obama nova ordem econômica mundial

Por Keith Weir LONDRES (Reuters) - Líderes mundiais conclamaram na quarta-feira o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a ajudar na construção de uma nova ordem mundial e a liderar o globo nos esforços de superação da pior crise financeira surgida desde a década de 1930.

Reuters |

A empolgação em torno da vitória histórica do democrata na qualidade de primeiro presidente negro norte-americano viu-se mesclada à preocupação com os desafios a serem enfrentados por Obama enquanto a maior economia do planeta caminha para uma recessão.

"Precisamos transformar a crise atual em uma nova oportunidade. Precisamos de um novo acordo para um mundo novo. Eu sinceramente espero que, com a liderança do presidente Obama, os Estados Unidos da América unam forças com a Europa para comandar esse novo acordo", afirmou José Manuel Barroso, presidente da Comissão Européia.

A reação inicial dos mercados mostrou-se discreta --os problemas da economia continuavam a ditar o ritmo dos negócios.

Os mercados acionários da Ásia subiram, mas não fecharam nos patamares alcançados ao longo da sessão. Analistas disseram que a vitória de Obama já estava precificada e destacaram que as preocupações com a saúde da economia global ainda continuam.

O democrata só toma posse em janeiro, cabendo ao presidente em fim de mandato George W. Bush comandar uma cúpula de líderes mundiais a ser realizada em Washington, no dia 15 de novembro, para discutir a crise financeira global cuja raiz é o colapso do mercado imobiliário dos EUA.

A cúpula tratará de novas formas de regulamentar os mercados financeiros globais enquanto o planeta ruma para uma recessão.

Juergen Stark, membro da diretoria do Banco Central Europeu (BCE), mostrou-se pessimista a respeito do desempenho das 15 economias da zona de euro.

"A esperança de que veríamos uma recuperação por volta do final do ano desapareceu", afirmou Stark ao jornal alemão Financial Times Deutschland, em uma entrevista publicada na quarta-feira. "Teremos um crescimento muito pequeno também em 2009".

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